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07-02-2020 Chanceler alemã visita Angola

O Executivo angolano almeja maior envolvimento de empresas alemãs na economia nacional e, por essa via, uma melhoria das condições de vida dos cidadãos, declarou nesta quinta-feira o ministro da Relações Exteriores, Manuel Augusto.

O governante falava à imprensa sobre as perspectivas à volta da visita a Angola da Chanceler alemã, Angela Merkel, marcada para sexta-feira (07), em retribuição a realizada pelo Estadista angolano, João Lourenço, a Alemanha em Agosto do ano passado.

O chefe da diplomacia angolana considerou a República Federal da Alemanha um parceiro tradicional, cujas empresas têm um impacto directo na economia angolana.

Ainda no quadro económico, o ministro Manuel Augusto considerou fundamental a concessão de facilidades financeiras a Angola, para a criação de infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento.

Na óptica de Manuel Augusto, maior atenção deve ser prestada ao reforço da cooperação no domínio das infra-estruturas eléctricas, levando em conta o facto da Alemanha ser a primeira economia europeia e uma das maiores do mundo.

No quadro bilateral, o governante angolano defendeu maior participação alemã na indústria farmacêutica, na construção/gestão hospitalar e na melhoria da mobilidade em cidades, como Luanda.

O ministro espera que no fórum de negócios Angola/Alemanha, previsto para o mesmo dia, empresários angolanos e alemãs identifiquem novos sectores de cooperação.

Manuel Augusto admitiu a possibilidade de serem assinados alguns instrumentos legais, sem os descrever.

Informou não existir dívida de Estado de Angola para com a Alemanha, mas campos por explorar no quadro da abertura e disponibilidade manifestadas pela parte alemã.

Angola e Alemanha estabeleceram relações diplomáticas em 1979. A parceria entre os dois países ganhou um novo impulso com a realização da I sessão da Comissão Bilateral, em 2012, em Berlim.

Nos últimos anos, Angola tornou-se no terceiro parceiro comercial da Alemanha na África subsahariana. Em 2010, o comércio bilateral rendeu, no conjunto, 491 milhões de euros.

Fonte: Angop