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28-02-2020 Sonangol quer atingir 10 por cento da produção nacional

A Sonangol pretende até 2027 ser uma empresa referência a nível do continente africano e deter 10 por cento da produção nacional, passando dos actuais 27 mil para 120 mil barris/dia, afirmou o seu presidente do conselho de administração, Sebastião Martins.

Actualmente a petrolífera nacional detém uma quota de produção de dois por cento do total da produção do país, estimada em 1,4 milhões de barris/dia, mas a nova gestão pretende, com base no Plano Estratégico de Exploração e Produção 2020-2027, alterar o quadro.

Para o alcance desta meta, a Sonangol tem em carteira a criação da SonaDrill, uma JV participada para operações de sondagem, sendo 50% dos interesses detidos pela Sonangol e 50% pela Seadrill.

O plano contempla também a entrada em operação do navio sonda Sonangol Libongos para o Bloco 15/06, assim como está em negociação a contratação do navio sonda Sonangol Quenguela, bem como a transferência da função de operador do Bloco 5/06 para a Sonangol P&P.

Vão contribuir igualmente para o aumento da produção da Sonangol, as descobertas de petróleo no Bloco 15/06 (SNL 36,8%), prospectos Agogo, Ndungu, e Agidibo, com potencial total estimado em 1,3 mil milhões de barris, bem como a assinatura de memorandos com a concessionária, Chevron e outras empresas para estudo e avaliação técnica conjunta dos Blocos 33 e 34, visando relançar a actividade de exploração, a sul do rio Congo.

Enumerou também a negociação de Acordos de Operações Conjuntas com a ESSO, para exploração dos Blocos30, 44 e 45, na Bacia do Namibe e os contratos assinados de serviços de risco com a ENI, para os blocos 1/14 e Cabinda Centro.

A entrada em produção do Kaombo Sul (Bloco 32- SNL 30%), com uma capacidade de produção de 115 mil barris/dia e a integração no grupo empreiteiro do Bloco 15, com10% de interesses participativos, também poderão contribuir para que a empresa atinja as metas contidas no plano.

Também está em conclusão as negociações para entrada nos Blocos 17 (5%) e 18 (16,28%), reforçando a posição de maior investidor do sector, com presença em todos os blocos em actividade.

Na mesma senda, a empresa tem um acordo com a TOTAL para desenvolvimento dos Blocos 21/09 e 20/11, tendo esta adquirido respectivamente, 80% e 50% dos interesses participativos detidos nas referidas concessões e acordado operação conjunta após 3 anos de produção.

Fonte. Angop