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31-08-2020 Empresas resistem apesar do cenário de dificuldades

A taxa das empresas inqueridas pelo Banco Nacional de Angola, no mês de Junho, que se mantiveram activas apesar das restrições parciais no seu funcionamento provocadas pela pandemia da Covid-19 foi estimada em 62,4 por cento (mais ou menos 390).

Segundo avança o Jornal de Angola, na sua edição de domingo, o levantamento validou 625 submissões de recolha de dados, das quais 495 são micro e pequenas empresas e outras 130 médias.

Quanto aos sectores de actividade, o comércio por grosso e a retalho destaca-se com 21,76 por cento, seguido da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca com 13,76 por cento, indústrias transformadoras aparecem com 12,48, outras actividades de serviços com 9,60 e as actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares representaram 8,48, respectivamente.

Outro dado avançado pelo inquérito do BNA às empresas dá conta que 24,0 por cento delas se encontravam, no período, temporariamente encerradas, ao passo que apenas 12,2 mantiveram-se em funcionamento como antes da situação da pandemia.

No que diz respeito à dimensão, a maior proporção de empresas encerradas, temporariamente, concentrou-se na classe das micro e pequenas empresas.

Do ponto de vista do sector de actividade, o sector da educação (58,3), actividades artísticas, de espectáculos, desportivas e recreativas (50,0), actividades administrativas e dos serviços de apoio (42,9) e alojamento e restauração (39,1) destacaram-se.

Pela primeira vez, desde o lançamento do inquérito houve o registo de empresas que encerraram definitivamente as suas actividades.

Foram nove (9) empresas (1,4 por cento do total) as que declararam ter encerrado, com realce para as empresas do sector de outras actividades de serviços (5,0) e alojamento e restauração (4,3 por cento).

Desempenho positivo Do lado positivo, destacar aqui as empresas do sector de captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, higiene pública e actividades similares, onde 100,0 por cento das empresas declararam ter mantido as suas actividades parcialmente, seguido da electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio, com 87,5.

Relativamente às empresas que se mantiveram em produção, como antes da pandemia, a maior proporção se concentra nos sectores da saúde humana e acção social e indústrias extractivas, ambas com 33,3 por cento, de acordo com a publicação do Banco Nacional de Angola.

Analisando agora o negócio das empresas, do ponto de vista da sua recuperação como antes da situação da pandemia, 47,6 por cento das empresas consideram ser necessário um período relativamente curto (até um ano) para a restauração da sua actividade na sequência da pandemia da Covid-19, ao passo que 12,5 por cento indicaram um período acima de um ano.

A situação das contas a receber dos clientes por parte das empresas no mês de Junho de 2020 era relativamente estável, visto que uma proporção considerável das empresas (20,6) considera que as dívidas a receber dos clientes mantiveram-se quando comparadas com o mês anterior.

 

 

Fonte: Angop