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05-11-2020 72 novos projectos de financiamentos encaminhados a banca

O Ministério da Economia e Planeamento (MEP) registou, nos últimos sete dias, a entrada de 72 propostas para financiamento de projectos, contabilizando, só este ano, um desembolso de 105,1 mil milhões de kwanzas, de um total de 166,7 mil milhões, desde o início do programa em 2019.

Estes dados foram apresentados, ontem, em Luanda, no habitual briefing com a imprensa, pelo secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João.
Explicou que, relativamente aos projectos aprovados e desembolsados, durante o período em análise, estão já totalizados 416 projectos, dos quais 37 são de 2019 e 379 de 2020.
Na semana passada, 12 projectos viram os desembolsos concretizados e um total de 29 mil postos de trabalho directo gerados.

O balanço semanal do Ministério da Economia e Planeamento (MEP) detalhou, igualmente, sobre os instrumentos e produtos financeiros ao dispor do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).
Fez saber que, desde 2019, foram financiados cerca de 175 projectos, no quadro das Medidas de Alívio Económico (14,3 mil milhões para 115 projectos), Projecto de Apoio ao Crédito (6,8 mil milhões de três projectos), Aviso 10/20 do BNA (145,1 mil milhões de 54 projectos) e outros instrumentos e produtos financeiros da banca (574 milhões de três projectos).

Mário Caetano João deu a conhecer a existência na banca de 244 projectos por aprovar e 241 por desembolsar em vários sectores, designadamente Comércio (76), Agricultura (100), Indústria alimentar e bebidas (22), Indústria transformadora (23), Pesca marítima (6), Pesca continental (4), Pecuária (7) e Aquicultura (3).
Nesta última semana, o BDA não recepcionou novos projectos do PAC, pelo que os últimos três projectos aprovados (BIC, BAI e BNI), referem-se a um montante de financiamento aprovado de nove mil milhões.

Garantias emitidas

O Fundo de Garantia de Crédito não reportou novas garantias emitidas, pelo que, até à data, foram emitidas um total de 17 garantias, num montante de 25 mil milhões de kwanzas, proporcionando um financiamento de 38 mil milhões.
Em termos de distribuição geográfica, os projectos dividem-se pelas províncias de Luanda (9), Benguela (2), Cuanza-Sul (2), Huíla (2), Lunda-Sul (1) e Malanje (1).

Em relação à linha de financiamento às cooperativas, Mário Caetano João indicou a remissão ao Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) de mais 23 dossiers de crédito, totalizando 144 entregas concretizadas até à data. Relativamente à devolução, cancelamento e não aprovação de projectos, 10 foram estornados.

As principais causas foram a ausência de avaliação do imóvel, situação irregular dos promotores na Central de Informação e Risco de Crédito, limitada capacidade de endividamento dos promotores, ausência do curriculum dos envolvidos no projecto, ausência de evidências documentais que justificam a injecção de fundos próprios ao projecto; insuficiências dos estudos de viabilidade económica e financeira, da constituição do dossier de crédito e das garantias apresentadas.

Acesso ao crédito

Na semana passada, foram registados 22 novos pedidos de crédito, totalizando à data actual 5.298 pedidos, dos quais 2.837 reuniram os requisitos e encontram-se activos na base de dados.
Dos projectos activos, 1.195 estão na fase de constituição do dossier de crédito, representando cerca de 42 por cento dos projectos activos, e estão em negociação na banca 241.

Do total de pedidos de financiamento, na semana passada, 76 transitaram para a fase de negociação com intenção de produção de bens como milho (30), mandioca (15), feijão (11), tomate (10) e batata-rena (10). Em termos de províncias, distribuem-se pelo Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Luanda, Malanje, Moxico, Uíge e Zaire.

Reconversão da economia

O Programa de Reconversão da Economia Informal assinalou o registo de 464 pedidos  de crédito, avaliados, actualmente, num montante de 498,3 milhões de kwanzas. Dados avançados atestam que a linha de financiamento de micro-crédito recebeu 943 pedidos, num valor de 584,2 milhões.
Na semana transacta, foi financiado um total de  335,7 milhões, realizando assim um valor já entregue de 347 milhões de kwanzas.

Os financiamentos  acima citados, segundo o secretário de Estado para a Economia, estão distribuídos  nos sectores do Agronegócio,  com uma representação de  323,3 milhões de kwanzas, Logística e Distribuição de Produtos Agro-alimentares e Pescas, com  20,4 milhões,  e Processamento alimentar, com três milhões.
Por outro lado, Mário Caetano João disse estarem já estabelecidas, nos  termos do financiamento da linha gerada pelas Medidas de Alívio Económico, para o micro-crédito, um valor total de  mil milhões de kwanzas, sendo o valor mínimo para cada projecto de 50 mil kwanzas e o máximo até sete  milhões. A taxa de juros varia entre 2,5 e 3,5 por cento ao mês, um período de carência de seis meses e prazo de reembolso de dois anos.

As feiras de produção nacional, por se realizar em várias províncias do país, estão previstas para o período de 6 de Novembro  a 13 de Dezembro.
O evento terá lugar nas províncias da Lunda-Sul, no município de Saurimo, nos dias 6 e 7 de Novembro,  de 12 a 15 de Novembro, as feiras serão em simultâneos nas províncias do Bengo, nos municípios do Gombe, Nambuangongo, e em Benguela, no município do Cubal. A Huíla realiza em Caluquembe. Depois do dia 15, a feira retoma em Sanza Pombo, no Uíge, nos dias  20 e 21 de Novembro.
Ainda no mês de Novembro, a feira regressa a 29 para a província do Zaire, município do Nzeto, e o termo das acções previstas está para o dia 4 de Dezembro. Na segunda semana de Dezembro, será a oportunidade da província da Huíla, desta vez no Lubango, a realizar a feira, entre os dias 9 e 13. Depois disso, regressa o Uíge em todos os municípios, entre os dias 11 a 13.

PRODESI

O PRODESI é o acrónimo do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações. Foi aprovado pelo Decreto Presidencial nº 169/18, de 20 de Julho. É um programa executivo para acelerar a diversificação da produção nacional e geração de riqueza, num conjunto de produções com maior potencial de geração de valor de exportação e substituição de importações nos sectores de Alimentação e Agro-indústria, Recursos Minerais, Petróleo e Gás Natural, Florestal, Têxteis, Vestuário e Calçado, Construção e Obras Públicas, Tecnologias de Informação e Telecomunicações, Saúde e outros.

 

Fonte:Jornal de Angola