A província do Namibe vai acolher a partir de quinta-feira, a Conferência Nacional sobre o Trabalho Marítimo em Angola, no âmbito das celebrações do Dia Internacional do Marinheiro, inciativa do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, em parceria com os ministério das Pescas e Recursos Marinhos e dos Transportes.
A Conferência que decorre de 25 a 27 de Junho, tem como lema, “Trabalho Marítimo em Angola: Reflexões, Desafios e Perspectivas”, uma actividade reconhecida internacionalmente que convoca Governos, organizações do sector, empresas e demais parceiros, que promovem iniciativas significativas de valorização do trabalho marítimo.
O acto vai ser presidido pela ministra do MAPTSS, Teresa Rodrigues Dias, que estará ladeada pela ministra das Pescas, Cármen do Sacramento Neto, ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu e governador do Namibe, Archer Mangueira.
A actividade está reservada para realização de palestras técnicas, feira de exposições temáticas e networking institucional, que constitui uma oportunidade de elevada relevância para o fortalecimento do diálogo nacional, valorização do trabalhador marítimo e afirmação de uma agenda integrada de reforma.
A Conferência promove a empregabilidade, formação, protecção e dignidade do trabalho marítimo em Angola, assim como reconhece a contribuição singular dos trabalhadores marítimos para o comércio marítimo internacional.
Importa realçar que o sector marítimo em Angola representa um pilar estratégico para o desenvolvimento económico do país, abrangendo actividades de transporte, pesca, exploração offshore de petróleo e gás, serviços portuários, logística, formação técnico profissional e actividades conexas, assim como inclui o abastecimento de bens essenciais, contribuindo para dinamização da economia do mar e facilitar o comércio interno e externo.
A conferência é uma demonstração do alinhamento nacional com a Convenção sobre o Trabalho Marítimo, 2006 (MLC, 2006), que compõe instrumentos relevantes da governação marítima internacional, onde Angola tem vindo a reforçar o quadro jurídico, institucional e operativo do sector.