Notícias



Clique para assistir o vídeo!

Apresentação do Título do Vídeo

Governo 06-11-2026
Investimentos da AFC em Angola atingem mil milhões de dólares

O volume de investimentos da Corporação Financeira Africana (AFC) em Angola atingiu mil milhões de dólares, com aplicações nos sectores financeiro, das telecomunicações, da agricultura e do agronegócio.

A afirmação foi feita pelo director de Cooperação Financeira Internacional do Grupo Banco Mundial, Makhtar Diop, na quarta-feira, 4 de Novembro, em Luanda, no final da audiência concedida pelo Presidente da República, João Lourenço.

Segundo Makhtar Diop, a AFC tem vindo a alargar a sua presença em Angola, com investimentos em instituições financeiras, como o Banco de Fomento Angola (BFA), e no sector das telecomunicações, através da Unitel.

O director destacou os novos compromissos de investimento no sector agrícola e do agronegócio, tendo anunciado a assinatura de dois projectos com as empresas NAVAL e Carinho, com vista ao desenvolvimento destas actividades.

Na ocasião, revelou ainda que foram abordadas oportunidades de investimento no sector das facilidades, considerado estratégico para o desenvolvimento da agricultura, incluindo projectos em articulação com o Fundo Soberano de Angola.

Makhtar Diop recordou que, durante a sua última visita ao país, há cerca de um ano, a instituição tinha assumido o compromisso de reforçar os investimentos na agricultura e no agronegócio, compromisso que começa agora a traduzir-se em novos projectos.

Por outro lado, manifestou confiança na expansão da carteira de investimentos em Angola, considerando que o sector privado nacional apresenta oportunidades para atrair mais capital e impulsionar o crescimento económico.

“Vamos continuar a crescer, porque existem muitas oportunidades no sector privado angolano para investir, crescer e atrair mais investimento directo de outros países”, afirmou.

A visita de Makhtar Diop a Luanda enquadra-se também na realização da reunião da Africa Financial Industry Summit (AFIS), que decorreu pela primeira vez em Angola e reuniu responsáveis bancários e representantes de instituições financeiras de vários países africanos.

FMI REITERA APOIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE FUTURAS REFORMAS ECONÓMICAS

Numa outra audiência, o Presidente da República, João Lourenço, recebeu o director do Departamento de África do Fundo Monetário Internacional (FMI), Zeine Zeidane, que felicitou as autoridades angolanas pelos progressos alcançados no domínio da estabilidade macroeconómica e do crescimento económico.

Zeine Zeidane reiterou o compromisso do FMI de continuar a apoiar Angola na implementação das reformas económicas necessárias, tendo considerado um privilégio o encontro com o Chefe de Estado angolano.

“Congratulei o Presidente pelos progressos alcançados na estabilidade macroeconómica e no crescimento nos últimos anos. O Fundo Monetário Internacional sente-se honrado por fazer parte desta jornada”, afirmou.

Fonte: Cipra
Governo 06-11-2026
José de Lima Massano recomenda reforço da disciplina orçamental e investimento na produção nacional

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, recomendou o reforço da disciplina orçamental, a gestão prudente da dívida pública, a melhoria da qualidade da despesa e o aumento do investimento na produção nacional, por considerar medidas essenciais para garantir a redução sustentável da inflação em Angola.

Ao discursar esta quinta-feira, 5 de Novembro, em Luanda, no encerramento da Conferência Internacional do Banco Nacional de Angola (BNA), o governante também recomendou o reforço da credibilidade da política monetária, tendo em conta que a estabilidade dos preços exige uma actuação coordenada entre o Executivo e o Banco Central.

No evento, decorrido sob o tema “Desinflação Sustentável e Credibilidade da Política Monetária”, José de Lima Massano destacou a importância de se continuar a atrair investimentos para a agricultura, a indústria transformadora e as infra-estruturas logísticas, bem como valorizar a produção nacional, de modo a reduzir as vulnerabilidades externas da economia e prevenir o ressurgimento de pressões inflacionistas.

“O objectivo é assegurar que as diferentes políticas económicas se reforcem mutuamente, no respeito pelos respectivos mandatos e instrumentos, contribuindo para uma estabilidade macroeconómica duradoura”, frisou.
Nos últimos dez anos, salientou o ministro de Estado, o sector agropecuário quase duplicou o seu peso na estrutura do Produto Interno Bruto (PIB), representando actualmente cerca de 23% da economia nacional.
O segmento alimentar representa 58 por cento da indústria transformadora, excluindo a refinação de petróleo, e o Índice de Produção Industrial registado, em Setembro deste ano, um crescimento de 66 por cento face ao período homólogo.

Estes indicadores assumem particular relevância, segundo o ministro de Estado, tendo em conta que cerca de 56 por cento da estrutura do Índice de Preços no consumidor em Angola corresponde aos bens alimentares e às bebidas não alcoólicas.

Para estimular a capacidade produtiva nacional, José de Lima Massano defendeu a continuidade do financiamento bancário disponibilizado ao abrigo do Aviso n.º 10 do BNA, que permite a afectação de recursos das reservas obrigatórias a projectos que contribuem para a segurança alimentar.

Quanto à consolidação da desinflação, disse que depende da credibilidade da política monetária, sustentada por objectivos claros, decisões coerentes, comunicação transparente e resultados consistentes ao longo do tempo.

O governante recordou que Angola atravessou, durante os 50 anos de independência, vários períodos de inflação elevada e hiperinflação, e alcançou, em Junho de 2014, uma taxa de inflação de um dígito, pela primeira vez desde o início da publicação do Índice de Preços no Consumidor pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na conferência, realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano felicitou a instituição pelo percurso de serviço público e construção institucional, e destacou o reconhecimento atribuído ao governador do BNA, Tiago Dias, distinguido como Governador do Ano de 2026 pela AFIS Awards.

Fonte: Cipra
Governo 04-11-2026
BNA lança moeda comemorativa de 50 kwanzas pelos seus 50 anos

O Banco Nacional de Angola (BNA) lançou terça-feira, em Luanda, uma moeda metálica comemorativa de 50 kwanzas, no âmbito das celebrações do seu 50.º aniversário, a assinalar-se amanhã, 5 de Novembro.

Manuel Tiago Dias, governador da instituição, destacou que a iniciativa visa também evocar os 50 anos de circulação do Kwanza, cujo 50.º aniversário será celebrado a 8 de Janeiro de 2027.

De acordo com o governador, a emissão tem como objectivo preservar na memória colectiva dos angolanos um marco importante da história monetária e financeira do país.

De cor dourada, a moeda simboliza as cinco décadas de dedicação à soberania monetária da nação e traz no seu desenho a Casa do Kwanza, infra-estrutura inaugurada pelo Presidente da República, João Lourenço, em Fevereiro de 2025.

A Casa do Kwanza funciona como centro logístico de armazenamento, processamento e distribuição de numerário.

Para Manuel Tiago Dias, a unidade representa o ponto mais alto do processo de modernização da gestão física do dinheiro e constitui a maior obra construída de raiz pelo Banco Central.

O governador esclareceu, por fim, que a moeda comemorativa entrará em circulação, previsivelmente, em Janeiro de 2027, circulando em simultâneo com as actuais notas e moedas da economia nacional, sem substituir nenhuma das denominações vigentes.

Sebastião Banganga, director do departamento de Emissão e Tesouraria do BNA, explicou que a moeda já possui curso legal e poder liberatório, e pode ser utilizada nas transacções comerciais, tal como as restantes moedas em circulação.

Segundo o responsável, a entrada efectiva no mercado será antecedida por uma campanha de sensibilização destinada a esclarecer a população sobre as características da nova moeda e os elementos que permitem distingui-la da actual moeda de 50 kwanzas.

O profissional esclareceu, também, que as duas moedas vão circular simultaneamente, sendo que a antiga apresenta tonalidade prateada, enquanto a nova edição comemorativa tem acabamento dourado.

A iniciativa enquadra-se, ainda, nas acções de educação financeira do Banco Central, com o objectivo de facilitar a aceitação da moeda pela população e evitar dificuldades na sua utilização nas operações comerciais e na devolução de trocos.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 03-11-2026
Angola defende maior participação das mulheres nos processos de paz na região dos Grandes Lagos

O alerta foi lançado, ontem, em Dar es Salaam, pelo líder da Assembleia Nacional e presidente em exercício do Fórum dos Parlamentos da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (FP-CIRGL), Adão de Almeida.

Durante a sua intervenção na abertura da Conferência de Mulheres Parlamentares da CIRGL sobre Paz, Segurança e Desenvolvimento, Adão de Almeida sublinhou que “não haverá paz sustentável sem o envolvimento das populações directamente afectadas pelo conflito, muito menos se faltar a confiança entre os Estados-membros”.

Durante a sua intervenção, Adão de Almeida sublinhou que a construção de uma estabilidade duradoura na região depende, obrigatoriamente, de uma maior inclusão e do reforço da diplomacia preventiva.

De acordo com o líder parlamentar, a participação efectiva das mulheres nos processos de prevenção, mediação, negociação e consolidação da paz são instrumentos verdadeiramente seguros para garantir estabilidade em qualquer região de África.

As mulheres, segundo Adão de Almeida, sentem de forma directa as consequências mais severas da instabilidade, lembrando que são elas as principais “obrigadas a abandonar as suas casas”, dividindo-se entre o papel de mães que lutam para manter as famílias unidas e o de jovens que veem a sua educação interrompida, ficando expostas a riscos acrescidos de violência e exploração.

Para o presidente em exercício do FP-CIRGL, seria incompleto falar das mulheres apenas a partir das consequências que sofrem. “Em toda a região, as mulheres organizam respostas comunitárias, prestam assistência, defendem direitos, promovem o diálogo e ajudam a construir relações de confiança”, destacou.

A participação efectiva das mulheres, ressaltou, exige mais do que a abertura formal de um lugar à mesa, determinam acções que possam influenciar a agenda, apresentar propostas e participar nas decisões, olhando sempre pelo reconhecimento, competência e legitimidade das comunidades que representam.

Adão de Almeida lamentou que a Região dos Grandes Lagos continue a enfrentar desafios complexos. O dirigente apontou os conflitos armados, os deslocamentos forçados, a exploração ilícita de recursos naturais e a pobreza como realidades alarmantes.

Sublinhou ainda que as persistentes tensões entre comunidades e Estados geram graves consequências humanitárias, afectando, de forma flagrante, mulheres e crianças.

Na visão do líder parlamentar, a actual situação que a Região atravessa exige uma resposta concertada, assente no diálogo, diplomacia e em soluções políticas sustentáveis, sublinhando ser urgente encontrar soluções para todos os conflitos que ainda existem.

Angola, com a autoridade de um país que conhece de perto o valor da paz e os custos da guerra, tem procurado contribuir activamente para a aproximação das partes envolvidas em conflitos regionais. Adão de Almeida enfatizou que o país defende uma solução política africana e duradoura, actuando sempre em estreita coordenação com os demais esforços internacionais.

Fonte: Jornal de Angola

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



Projectos Estruturantes


Canais de Atendimento


Parceiros