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Governo 10-04-2026
Furtado anuncia medidas contra ocupação de terras

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, anunciou, nesta quinta-feira dia 9 de Abril, no Cunene, a tomada de medidas urgentes para pôr fim à ocupação ilegal de fazendas nos municípios do Chiedi e Kafima, por cidadãos namibianos, supostamente por transumância.

Ao falar no fim de uma visita de algumas horas à província do Cunene, onde manteve encontros com o governo local e os órgãos de Defesa e Segurança, Francisco Furtado disse haver uma crescente ocupação de terras por parte de fazendeiros da Namíbia em território angolano.

Até ao momento, revelou, estão contabilizados mais de 200 cidadãos namibianos em situação migratória ilegal, entre fazendeiros e agricultores particulares instalados no município do Chiedi, e 150 no município da Kafima. Dentro das normas de migração, eles vão ser repatriados, nos mesmos moldes que os angolanos são expulsos da Namíbia, anunciou.

“A instalação de cidadãos namibianos supostamente por acções de transumância é uma ocupação ilegal de terras e vamos ter de tomar medidas imediatas para pôr fim a este fenómeno”, disse.

Francisco Furtado informou que a situação já esta a ser tratada por uma comissão mista Angola-Namíbia, pois o número de cidadãos que ocupou propriedades e a desenvolver actividades agrícolas e de pastorícia em grande escala dentro do território coloca em perigo a soberania nacional.

As medidas, disse, são de execução imediata e as autoridades namibianas vão ser comunicadas sobre estes procedimentos, no sentido de as terras ocupadas ilegalmente estarem livres para que o governo do Cunene possa desenvolver os seus projectos.

Crimes fronteiriços

O chefe da Casa Militar do Presidente da República assegurou que o Governo está atento às situações de criminalidade que ocorrem na fronteira com a Namíbia, sobretudo o contrabando de produtos petrolíferos e seus derivados, corte e abate ilegal de árvores, tráfico de seres humanos e outros delitos transfronteiriços.

Segundo o ministro de Estado, no âmbito de um trabalho efectuado pelos órgãos de Defesa e Segurança, constatou-se que a inexistência de um posto de efectivos de Guarda Fronteira no Marco 28 tem propiciado o cometimento de actos ilícitos naquela linha limítrofe.

Por esta razão, disse, foi orientada a instalação imediata de um posto da Polícia de Guarda Fronteira, para, em coordenação com outros órgãos de Segurança, garantir o controlo do fluxo migratório e evitar a imigração ilegal a partir destes pontos clandestinos.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 10-04-2026
Embaixador da Tanzânia termina missão em Angola

O embaixador extraordinário e plenipotenciário da Tanzânia em Angola, tenente-general Mathew Edward Mkingule, terminou, nesta quinta-feira dia 9 de Abril, a missão em Angola, dois anos depois de ter sido acreditado pelo Estado angolano.

Tal como orienta a tradição protocolar, o diplomata tanzaniano, nomeado agora para desempenhar as mesmas funções em Cuba, deslocou-se ao Palácio da Cidade Alta para apresentar os cumprimentos de despedida ao Presidente da República, João Lourenço.

À saída do encontro com o estadista angolano, Mathew Edward Mkingule avançou à imprensa que termina a missão com o sentimento do dever cumprido, tendo enfatizado que o seu consulado permitiu fortalecer ainda mais as relações entre Angola e a Tanzânia.

"Como resultado disso, aconteceu a histórica visita de Estado de Sua Excelência Presidente Samia Suluhu Hassan à República de Angola e, depois daí, muitas oportunidades emergiram entre os dois países em sectores como a economia, defesa e segurança", salientou o diplomata, que apontou o Corredor do Lobito como um dos projectos estratégicos na relação entre os dois países. "Através deste Corredor, será possível conectar o Oceano Índico ao Atlântico e, daí, conectar os países pelos quais o Corredor atravessa", frisou.

Mathew Edward Mkingule foi acreditado embaixador da Tanzânia em Angola no dia 14 de Novembro de 2024, com o estatuto de não residente, tendo fixado residência em Lusaka, capital da República da Zâmbia. Faz, este mês, um ano desde que a Presidente da República Unida da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, efectuou a Angola uma visita de Estado de 72 horas, a convite do homólogo angolano.

A visita de Samia Suluhu Hassan decorreu de 7 a 9 de Abril de 2025, no quadro do reforço das relações entre os dois países.

As relações diplomáticas entre Angola e a Tanzânia, estabelecidas a 25 de Agosto de 1981, têm-se fortalecido significativamente nos últimos anos, reflectindo o compromisso dos dois países em aprofundar, ainda mais, a cooperação em diversos domínios.

Durante a 42.ª sessão ordinária do Conselho Executivo da União Africana, realizada no dia 16 de Fevereiro de 2023, em Addis Abeba, Angola e a Tanzânia assinaram dois instrumentos jurídicos, sendo um memorando de entendimento para a criação de uma Comissão Bilateral e outro sobre cooperação entre a Academia Diplomática “Venâncio de Moura” e o Centro de Relações Exteriores da Tanzânia.

Estes acordos visam promover e alargar a cooperação económica, social, científica, técnica e cultural entre os dois países. Posteriormente, em Janeiro de 2024, durante a segunda sessão da Comissão Mista Bilateral, em Zanzibar, Angola e a Tanzânia assinaram quatro novos memorandos de entendimento.

Os documentos abrangem áreas como petróleo e gás, saúde e isenção de vistos. O memorando no domínio do petróleo e gás estabelece um quadro voltado para o incentivo da cooperação mutuamente vantajosa, partilha de conhecimentos e reforço da capacidade técnica dos quadros nacionais, ao passo que o acordo sobre isenção de vistos tem como finalidade facilitar as viagens de cidadãos de ambos os países nos dois territórios.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 10-04-2026
Angola considera Atlântico Sul estratégico e de oportunidades

O ministro das Relações Exteriores afirmou na quinta-feira, dia 09 de Abril, no Rio de Janeiro, que o Atlântico Sul representa um espaço estratégico de oportunidades e de riscos, factores esses que exigem vigilância, coordenação e acção conjunta, com os Estados a assumirem-se como protagonistas.

Ao intervir na IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), Téte António sublinhou que aquele espaço marítimo adquiriu centralidade acrescida, num cenário internacional marcado pela intensificação da competição geopolítica, reconfiguração das cadeias logísticas globais e pela pressão sobre os recursos naturais.

No plano político, referiu o ministro, a Declaração do Rio de Janeiro deve constituir um sinal claro de compromisso com a preservação do Atlântico Sul como zona de paz, livre de tensões geoestratégicas externas e orientada para a cooperação solidária entre os seus Estados-membros.

De acordo com o chefe da diplomacia angolana, a Estratégia de Cooperação do Rio de Janeiro deve traduzir, igualmente, um compromisso político renovado, assente em acções concretas, coordenação efectiva e vontade política, com vista à obtenção de resultados tangíveis e ao reforço da credibilidade da ZOPACAS.

Para o ministro das Relações Exteriores, os desafios globais actuais se tornaram mais complexos e interligados, com destaque para o agravamento das ameaças à segurança marítima, incluindo o tráfico ilícito, a pesca ilegal e outras formas de criminalidade organizada, que fragilizam os Estados e comprometem o desenvolvimento sustentável.

A juntar-se a tudo isso, referiu-se também ao impacto das alterações climáticas sobre os ecossistemas marinhos e costeiros, com consequências directas para as populações que dependem do oceano para a sua subsistência.
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Angola defende reforço institucional**

Téte António defendeu a transição de uma plataforma de natureza predominantemente declarativa para um instrumento com capacidade de coordenação estratégica, com vista a uma actuação mais eficaz.
Neste quadro, Angola considera essencial o reforço institucional da organização.

No domínio jurídico e estratégico, o ministro destacou a Convenção para a Protecção e Desenvolvimento dos Recursos Marinhos do Atlântico Sul, que no seu entender deve ser entendida como um instrumento político de grande alcance, e que afirma a soberania dos Estados sobre os seus recursos e a responsabilidade colectiva na sua preservação.

O governante defendeu a necessidade de se consolidar o Atlântico Sul como uma verdadeira comunidade estratégica, através do reforço da cooperação Sul-Sul, da partilha de capacidades, do investimento em ciência e tecnologia marinha e da promoção de uma governação oceânica inclusiva e sustentável.

Segundo Téte António, o futuro da ZOPACAS depende da capacidade dos seus Estados-membros para se adaptarem e afirmarem num contexto internacional em transformação, defendendo uma acção activa na preservação do Atlântico Sul como zona de paz, desenvolvimento e cooperação.

Para Angola, reiterou, a ZOPACAS permanece uma plataforma estratégica essencial, tendo reafirmado o compromisso do país com os seus princípios fundadores e a sua disponibilidade para contribuir activamente para o seu fortalecimento.

O ministro Téte António concluiu que o momento actual exige liderança política, visão estratégica e sentido de urgência, tendo manifestado o desejo de que a reunião no Rio de Janeiro marque o início de uma nova etapa na afirmação da ZOPACAS, caracterizada por maior ambição, coordenação e capacidade de acção.

Brasil assume presidênciarotativa da ZOCAPAS

A reunião, que teve início ontem, assinalou a transição da presidência rotativa da organização de Cabo Verde para a República Federativa do Brasil, que assume o mandato para os próximos três anos.

Durante a sua intervenção, o ministro das Relações Exteriores felicitou o Brasil pela assumpção da presidência e dirigiu palavras de reconhecimento a Cabo Verde pela liderança cessante. Referiu que o empenho cabo-verdiano contribuiu para preservar a relevância política da organização num contexto internacional cada vez mais exigente.

Téte António considerou que a reunião ocorre num momento em que o Atlântico Sul assume crescente importância geopolítica, sublinhando que o oceano deixou de ser apenas um espaço geográfico, passando a constituir um vector estratégico de segurança, desenvolvimento e afirmação dos Estados no sistema internacional.

A iniciativa, que reuniu 24 países africanos e sul-americanos das duas margens do Atlântico Sul, celebra os seus 40 anos de criação pela Resolução 41/11 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adoptada em 1986.

Durante os trabalhos, os participantes analisaram a Declaração do Rio de Janeiro e a sua primeira Estratégia de Cooperação, que prevê iniciativas concretas para aprofundar a cooperação entre os Estados-membros em áreas como pesquisa oceanográfica, defesa e segurança marítima, conectividade e pescas.

Estabelecida a 27 de Outubro de 1986, a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) surgiu através da Resolução 41/11 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com o objectivo de promover a cooperação regional e assegurar a paz e a segurança entre os 24 países da América do Sul e da costa ocidental de África que integram esta iniciativa.

Fonte: Jornal de Angola

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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