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Governo 30-03-2026
Angola defende financiamento para a transição energética

Angola apelou, neste domingo, na cidade de Malabo, Guiné Equatorial, aos membros da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), à mobilização de financiamento misto para a industrialização verde e à urgência na transição energética, de modo a construir economias sustentáveis.

A posição de Angola ficou expressa numa declaração proferida pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, durante a intervenção no painel sobre “Industrialização verde e valorização dos recursos naturais”.

Segundo Isaac dos Anjos, o apelo de Angola é sustentado pelo facto de a 11ª Ci-meira da OEACP decorrer num contexto em que o continente africano procura mobilizar mais de 100 mil milhões de dólares para a “Iniciativa Africana de Industrialização Verde”.

Esta iniciativa, sublinhou Isaac dos Anjos, tem como propósito acelerar as indústrias baseadas em energias renováveis e expandir cadeias de valor regionais, com foco na mobilização de capital, clusters industriais verdes e harmonização de políticas, no âmbito da Zona de Livre Comércio Continental Africana, e transferência de conhecimento e competências.

“Angola participa no painel sobre industrialização verde e valorização dos recursos naturais num momento de transição, em que termina o seu mandato à frente da OEACP, procurando reforçar a sua liderança regional com uma agenda centrada na transição energética, modernização agrícola, inovação e utilização sustentável dos seus recursos naturais”, disse Isaac dos Anjos.

O ministro fez questão de partilhar a experiência angolana, esclarecendo que o panorama da industrialização verde no país apresenta vantagens claras na transição, com mais de 56 por cento da electricidade proveniente de fontes hidroeléctricas e uma estratégia de diversificação energética, com realce para solar, eólica e hidrogénio verde.

O país, enfatizou Isaac dos Anjos, está a desenvolver parques industriais verdes e zonas económicas especiais, integrando inovação e startups tecnológicas, enquanto investe em infra-estruturas estratégicas como o Corredor do Lobito, essencial para a competitividade e integração regional.

“Este posicionamento, aliado ao uso de energia limpa, coloca Angola na linha da frente da descarbonização do sector mineiro e da integração nas cadeias globais da economia verde”, revelou, para em seguida acrescentar que Angola está a diversificar a sua produção energética, com o objectivo de que mais de 70 por cento da energia provenha de fontes limpas, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis para a melhoria da sustentabilidade.

Com a aposta na implementação de projectos de hidrogénio verde, destacou o ministro, Angola prevê desbloquear o seu potencial em produzir e exportar amónia verde, além de usar o produto para fomentar uma agricultura mais sustentável.

Eixos importantes da industrialização

O ministro ressaltou, ainda, que constituem eixos importantes da industrialização verde em Angola, o investimento na transformação do sector Agro-alimentar, com o uso de tecnologias limpas, como a irrigação solar, bem como o foco na mineração responsável de terras raras, alinhada com a responsabilidade ambiental e transparência.

Outro elemento importante, acrescentou Isaac dos Anjos, prende-se com as parcerias para o financiamento. E, nesse aspecto, o ministro explicou que Angola tem levado a cabo um conjunto de medidas para atrair investimentos que se destinem à economia verde.

“Muito recentemente, o Governo de Angola firmou um acordo de 50 milhões de euros com a União Europeia para desenvolver cadeias de valor agrícolas no Corredor do Lobito. O Fundo Soberano de Angola também está a financiar iniciativas de energias limpas”, reforçou.

Apresentados números do potencial agrícola

O ministro da Agricultura e Florestas recorreu aos números para espelhar o elevado potencial do sector Agrícola de Angola.

O país, de acordo com Isaac dos Anjos, dispõe de cerca de 35 milhões de hectares aráveis, dos quais apenas 17 por cento são explorados, tendo citado dados do Relatório da Campanha Agrícola 2023/2024.

Os sectores da Agricultura, Silvicultura e Pescas, explicou o ministro, empregam cerca de 16,8 por cento da população e somados participam com 25,24 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados de 2025.

Os principais constrangimentos do sector agrícola em Angola, revelou Isaac dos Anjos, prendem-se com infra-estruturas e logística insuficientes, limitando o acesso a mercados e à competitividade.

Citou, igualmente, a elevada vulnerabilidade climática, com secas e irregularidade de chuvas, que tendem a agravar-se, admitindo, por isso, a necessidade de expansão da irrigação, aproveitando o facto de o país possuir uma enorme rede hidrográfica.

O desafio central, afirmou o ministro, é transformar um sector com grande base de recursos e mão-de-obra em motor de crescimento produtivo, resiliente e orientado ao mercado.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 30-03-2026
Ministério dos Transportes prepara lançamento do metro de superfície de Luanda

O lançamento da primeira pedra do metro de superfície de Luanda será comunicado em breve, após a finalização de grande parte dos aspetos técnicos.

A informação foi prestada pelo ministro dos transportes, Ricardo de Abreu, durante a 21.ª edição do CaféCIPRA com o tema "Promoção do Turismo em Angola: Desafios e Oportunidades", realizado sexta-feira. 27 de Março, no Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), em Luanda.

O projecto visa melhorar a mobilidade urbana, facilitar a deslocação de cidadãos e visitantes, e impulsionar a qualidade do turismo na capital.

Na ocasião, governante explicou que o Aeroporto 4 de Fevereiro, continuará operacional para a aviação executiva e visitas de Estado, enquanto o novo Aeroporto Dr. António Agostinho Neto será a principal porta de entrada para turistas internacionais, fortalecendo a conectividade do país.

Com o novo aeroporto internacional, em Icolo e Bengo, todas as capitais de província, incluindo as novas províncias de Cazombo e Mavinga passam a dispor de aeroportos operacionais.

O ministro reconheceu desafios como cancelamentos e atrasos de voos e reforçou a necessidade de maior pontualidade, lembrando que a TAAG - Linhas Aéreas de Angola- transporta 76 por cento dos passageiros domésticos e precisa atingir 90 por cento de fiabilidade.

O investimento em formação profissional está a ser feito, segundo o ministro, com programas que abrangem as áreas da aviação, marítimo, ferroviária e a logística.

Em parceria com a Organização da Aviação Civil Internacional, Angola forma uma nova geração de profissionais aeronáuticos, em que se destacam 133 pilotos em treinamento pela TAAG.

De igual modo, disse Ricardo de Abreu, há também jovens que estão a ser capacitados no Centro de Formação do Huambo, para o sector ferroviário, enquanto no sector marítimo existem programas contínuos de formação para concessionários de terminais.

“Garantir que a nossa juventude seja preparada é determinante para acelerar o desenvolvimento económico e do turismo”, assinalou.

Para impulsionar o turismo, o ministro disse que Angola está a trabalhar na criação de terminais específicos para cruzeiros, com projectos previstos para Luanda, Lobito e Namibe, em conformidade com as exigências internacionais.

Fonte: Cipra
Governo 27-03-2026
Guiné Equatorial sucede a Angola na presidência rotativa da OEACP

Angola vai passar amanhã à Guiné Equatorial o testemunho da presidência rotativa da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), durante a 11ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que se realiza de hoje a domingo na cidade de Malabo.

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, que chega hoje a Malabo, de acordo com informações divulgadas, ontem, pelo secretário do Presidente da República para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa, Luís Fernando, será o grande protagonista do acto de transferência da liderança ao homólogo equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema.

Desde 2022 à frente da OEACP, João Lourenço vai finalizar o seu mandato, pelo que, segundo ainda Luís Fernando, esta Cimeira deve servir de balanço do trabalho feito pela presidência angolana.

Quando assumiu em 2022 a liderança rotativa da organização, que integra as três regiões do mundo, num total de 79 nações, o Presidente da República destacou o facto de a maior parte dos Estados que compõem a OEACP apresentarem indicadores de desenvolvimento quase sempre abaixo dos aceitáveis a nível internacional, tendo considerado um desafio alterar o quadro.

"É importante ganharmos consciência da nossa força e da nossa capacidade colectiva, para agirmos e tornarmo-nos num factor de equilíbrio no mundo adverso em que vivemos, no qual os interesses de cada um, por nem sempre terem em conta os interesses dos demais, são sempre susceptíveis de gerar tensões que ameaçam a paz e a segurança internacional", disse, na altura, João Lourenço, na Cimeira de Luanda.

O Chefe de Estado angolano acrescentou, na ocasião, que se precisava agir de modo a organização resolver o que denominou como as grandes "preocupações da humanidade", ou seja, a fome, o combate à pobreza, às alterações climáticas e à "utilização e gestão sustentável dos recursos naturais".

Esta Cimeira de Malabo tem grande importância histórica, escrevem os jornais da Guiné Equatorial, em virtude de coincidir com o 50º aniversário da Organização, fundada em 1975 como ACP e renomeada OACP, após a assinatura do Acordo de Georgetown em 2020.

Além da dimensão comemorativa, a Cimeira de Malabo representa, também, um momento crucial para a aliança dos Estados, na medida em que ocorre num contexto internacional profundamente transformado, marcado por mudanças geopolíticas, económicas, climáticas e tecnológicas sem precedentes, aceleradas e, muitas vezes, imprevisíveis.

O evento decorre sob o lema "Uma OEACP Transformada e Renovada num Mundo em Mudanças", devendo o encontro dos líderes redefinir os fundamentos da acção colectiva, por intermédio de um roteiro ambicioso, compatível com os desafios contemporâneos e as legítimas aspirações das respectivas nações e povos.

Hoje, para a abertura da Cimeira, decorre a reunião do Conselho de Ministros da OEACP, onde deve intervir o chefe da diplomacia angolana, Téte António.

O evento foi antecedido, ontem, dos Fóruns de Mulheres e da Juventude, na antevisão à 11ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico.

Fonte: Jornal de Angola

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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