Joel Leonardo pretende tribunais que sirvam para paz social
Os tribunais não podem ser meros aplicadores de normas, mas sim instrumentos para a paz social, desenvolvimento, protecção, equilíbrio e justiça igualitária, declarou o Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial.
De acordo com uma nota, enviada ao Jornal de Angola, Joel Leonardo falava durante a abertura da 4.ª Sessão Ordinária do Plenário do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), em Luanda.
O também presidente do Tribunal Supremo sublinhou que para a concretização desse objectivo o foco do país passa pela criação de uma Escola exclusivamente destinada para a formação de magistrados judiciais.
Por isso, torna-se prioritária "a formação e a capacitação do Homem", munindo os juízes de "sólidos conhecimentos científicos de como organizar os tribunais, como lidar com os cidadãos comuns, como lidar com a imprensa, como lidar com os intervenientes processuais, como lidar com a inteligência artificial, como executar as tarefas e como modernizar a liturgia da nossa linguagem judicial".
Por outro lado, Joel Leonardo assinalou que os magistrados devem estar actualizados, ser pacientes, sóbrios, humildes, imparciais e cumprir a essência da sua missão, recordando as palavras do então director da Universidade de São Paulo, professor Dalmo de Abreu Dalari, na obra, "os Poderes dos Juízes", 3.ª edição revista em 2010.
"Devemos, pois, cuidar para que ingressem na Magistratura Judicial pessoas bem capacitadas tecnicamente, mas também dotadas de sensibilidades humanas", ressaltou.
A sessão ordinária do Plenário do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) contou com o secretário executivo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Brasil (ENFAM), Leonardo Peter da Silva, e o juiz desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Sílvio Baptista Filho.
As autoridades judiciais estão em Angola para uma visita de cinco dias no âmbito de um protocolo de cooperação assinado em Maio de 2024, para aprimorar a formação inicial, contínua e técnica dos magistrados de ambos os países, refere o documento.
Fonte: Jornal de Angola