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Governo 26-05-2026
Josefa Sacko acreditada como representante no Programa Alimentar Mundial

A embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko, apresentou, hoje, em Roma, as cartas credenciais que a acreditam como Representante Permanente junto do Programa Alimentar Mundial (PAM).

A diplomata nacional entregou o processo formal à directora executiva desta agência das Nações Unidas, Cindy McCain, informa uma nota enviada ao JA Online.

Josefa Sacko aproveitou a oportunidade para destacar a longa parceria que a organização mantém com Angola e a região Austral, tendo em atenção que o continente continua a ser o epicentro dos desafios globais em matéria de insegurança alimentar com enorme pressão sobre as comunidades vulneráveis.

Reiterou, ainda, o compromisso do Executivo em manter o escritório do PAM em Angola, face às estratégias no sector da Agricultura, resiliência climática e programas de protecção social como as merendas escolares, muito embora os recentes cortes financeiros que a organização tem enfrentado.

A embaixadora apresentou, também, a candidatura de Angola para o cargo de directora-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cujas eleições estão agendadas para o próximo ano.

A Representante de Angola junto às agências das Nações Unidas em Itália é membro do conselho executivo do PAM, e do Bureau, onde exerce a função de coordenadora dos países africanos.

O PAM é a maior organização humanitária do mundo das Nações Unidas e ocupa-se da assistência alimentar, apoiando em média 100 milhões de pessoas em 78 países do mundo, cujos objectivos principais são os de ajudar as pessoas que não conseguem encontrar ou produzir comida para si e para as famílias.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 26-05-2026
Angola e Quénia reforçam cooperação no sector da Defesa

Angola e o Quénia assinaram segunda-feira,25 de Maio, em Nairobi, um acordo de cooperação no domínio da Defesa, que prevê a colaboração mútua em múltiplas vertentes, com destaque para a formação e treino, intercâmbio técnico-militar, capacitação institucional, segurança marítima e operações de apoio à paz, entre outras.

Após a assinatura do instrumento, o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátra, Lúcio Amaral, disse que o referido acordo se reveste de um significado particular, pois consagra a vontade firme dos dois Estados em aprofundar os laços que os unem em construir, de forma sólida e duradoura, uma parceria estratégica assente na confiança mútua e nos interesses comuns.

O general na reforma disse que o acto representa um sinal inequívoco da vontade política dos Presidentes João Lourenço e William Ruto, no sentido de aprofundar as relações bilaterais e de elevar a cooperação entre os dois países a um patamar cada vez mais sólido e abrangente no sector da Defesa, reafirmando a visão comum que Angola e Quénia partilham quanto a necessidade de preservação da paz, da segurança e da estabilidade no continente africano.

Lúcio Amaral aproveitou a ocasião para salientar o papel histórico desempenhado pelo Quénia durante a Luta de Libertação Nacional de Angola quando as cidades de Nakuru e Mombaça acolheram os encontros promovidos pelo saudoso Presidente Jomo Kenyatta, com vista à aproximação dos movimentos de libertação angolanos em torno do ideal comum para Independência Nacional.

Durante a sua missão em Nairobi, o ministro da Defesa angolano visitou a Embaixada de Angola naquele país, bem como o sector consular tendo sido acolhido pelo Embaixador Dr. Mário de Azevedo Constantino, que procedeu a uma panorâmica geral do funcionamento do sector que dirige.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 25-05-2026
Angola nas Reuniões Anuais do BAD e do Fundo Africano de Desenvolvimento

Angola participa, de 25 a 29 deste mês, em Brazzaville, Congo, na 61.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e na 52.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD).

Estas reuniões constituem o principal fórum de governação dessas instituições e juntam governadores, ministros, representantes de bancos centrais e parceiros financeiros dos 81 Estados-membros, para analisar os progressos alcançados pelo Grupo BAD e reforçar os mecanismos de financiamento ao desenvolvimento do continente africano.

A delegação angolana é chefiada pelo ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, e integra os secretários de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, e para a Aviação Civil, Marítima e Portos, Adilson Gabriel Alves Catala, bem como quadros seniores e especialistas dos Ministérios do Planeamento, das Finanças, dos Transportes e da Agricultura e Florestas.

Sob o lema “Mobilizar o Financiamento em Grande Escala para o Desenvolvimento de África num Mundo Fragmentado”, o evento vai centrar-se no debate de temas como financiamento ao desenvolvimento, integração regional, sustentabilidade económica e resiliência das economias africanas face aos actuais desafios globais, segundo uma nota do ministério do Planeamento.

Estão igualmente previstas sessões de alto nível e reuniões bilaterais entre representantes dos Estados-membros e parceiros internacionais, visando o reforço da cooperação financeira e institucional em sectores prioritários para o desenvolvimento de África.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 25-05-2026
Cinco líderes que moldaram o sonho de uma África livre

No calendário político e histórico do continente, o 25 de Maio ocupa um lugar especial. A data assinala o Dia de África, criado para celebrar a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963, em Adis Abeba, instituição que mais tarde daria origem à actual União Africana. Para além do simbolismo histórico, o dia assinala a luta pela libertação do colonialismo, pela afirmação da identidade africana e pela construção de Estados
Entre os nomes que marcaram esse processo destacam-se Kwame Nkrumah, Julius Nyerere, Jomo Kenyatta, Ahmed Sékou Touré e Léopold Sédar Senghor. Vindos de diferentes regiões do continente, estes líderes partilhavam uma mesma convicção: África precisava governar-se a si própria e recuperar a dignidade perdida durante décadas de dominação colonial.

Um legado que atravessa gerações
Os caminhos seguidos por estes líderes foram diferentes. Alguns privilegiaram o socialismo africano, outros apostaram em modelos mais liberais. Uns tornaram-se referências democráticas, outros foram criticados pelo autoritarismo. Todos, porém, desempenharam um papel decisivo na descolonização do continente.

O Dia de África é também um momento para revisitar esse legado, compreender as conquistas alcançadas e reconhecer os desafios que continuam presentes. Mais de seis décadas após as primeiras independências, o continente enfrenta questões ligadas à integração económica, juventude, democracia, industrialização e soberania política.

Ainda assim, a visão de uma África unida, forte e dona do seu destino continua viva. E muito dessa ideia nasceu com líderes como Nkrumah, Nyerere, Kenyatta, Sékou Touré e Senghor, homens que ajudaram a transformar o mapa político do século XX e deram voz às aspirações de milhões de africanos.

Kwame Nkrumah (Gana)
(21 de Setembro de 1909 — 27 de Abril de 1972)

O arquitecto do pan-africanismo moderno
Kwame Nkrumah tornou-se, em 1957, o primeiro líder da África subsaariana a conduzir uma colónia à independência. A então Gold Coast transformou-se em Gana e abriu caminho para outros movimentos de libertação no continente.
Educado nos Estados Unidos e influenciado pelas ideias pan-africanistas, Nkrumah defendia que a independência política só faria sentido se estivesse ligada à unidade africana. A frase “A independência do Gana é inútil se não estiver ligada à libertação total da África” tornou-se uma referência histórica.
Durante o seu governo, investiu na educação, industrialização e infra-estruturas, mas também enfrentou críticas devido ao crescente autoritarismo do regime. Ainda assim, o seu papel na mobilização continental permanece incontornável. Foi um dos principais impulsionadores da criação da Organização da Unidade Africana.

Jomo Kenyatta (Quénia)
(20 de Outubro de 1894 — 22 de Agosto de 1978)

A voz da libertação queniana
Figura central do nacionalismo queniano, Jomo Kenyatta liderou o país rumo à independência, em 1963, após anos de tensão entre o poder colonial britânico e os movimentos africanos.
Politicamente associado à luta anticolonial, especialmente durante o período da revolta Mau Mau, Kenyatta tornou-se símbolo da resistência queniana. Após assumir a liderança do novo Estado, apostou na estabilidade política e na consolidação das instituições nacionais.
O seu governo incentivou o crescimento económico e fortaleceu o papel do Quénia como potência regional da África Oriental. Porém, também foi marcado por acusações de concentração de poder e desigualdade na distribuição de terras, questão sensível herdada do colonialismo.
Apesar das controvérsias, Kenyatta continua a ser lembrado como um dos rostos mais influentes da emancipação africana.

Julius Nyerere (Tanzânia)
(13 de Abril de 1922 — 14 de Outubro de 1999)

O professor que sonhou uma sociedade igualitária
Na Tanzânia, Julius Nyerere ficou conhecido como “Mwalimu”, palavra suaíli que significa professor. O apelido reflectia não apenas a sua profissão de origem, mas também a forma pedagógica como conduziu o país após a independência, em 1961.
Julius Nyerere apostou numa via africana de socialismo baseada no conceito de “Ujamaa”, que promovia a vida comunitária, a solidariedade rural e a auto-suficiência. A sua visão procurava adaptar modelos políticos às realidades culturais africanas, rejeitando tanto a dependência colonial quanto a submissão ideológica às potências da Guerra Fria.
Embora muitos dos seus programas económicos tenham produzido resultados limitados, Nyerere conquistou respeito internacional pela integridade pessoal, pela defesa da unidade nacional e pelo apoio aos movimentos de libertação da África Austral, incluindo Angola e Moçambique.

Ahmed Sékou Touré (Guiné)
(9 de Janeiro de 1922 — 26 de Março de 1984

O líder que disse “não” à França
Na Guiné, Ahmed Sékou Touré entrou para a história ao rejeitar publicamente a proposta francesa de integração na Comunidade Francesa, apresentada pelo general Charles de Gaulle, em 1958.
Enquanto várias colónias optaram por manter vínculos estreitos com Paris, Touré escolheu a independência imediata. A decisão teve consequências severas. A França retirou abruptamente técnicos, recursos e estruturas administrativas do país. Ainda assim, a Guiné tornou-se símbolo de soberania africana.
Sékou Touré adoptou uma linha política revolucionária e anti-imperialista, aproximando-se de países socialistas e apoiando movimentos de libertação no continente. O seu governo, no entanto, também ficou marcado pela repressão política, perseguições e restrições às liberdades civis.
Mesmo com um legado controverso, o seu gesto de ruptura com o colonialismo francês permanece como um dos momentos mais emblemáticos da história africana contemporânea.

Léopold Sédar Senghor (Senegal)
(9 de Outubro de 1906 — 20 de Dezembro de 2001)

A cultura como instrumento de libertação
Poeta, intelectual e estadista, Léopold Sédar Senghor deu ao Senegal uma dimensão política profundamente ligada à cultura e à identidade africana.
Foi um dos criadores do movimento da “Negritude”, corrente intelectual que valorizava as raízes africanas e combatia a inferiorização cultural imposta pelo colonialismo europeu. Para Senghor, a independência não devia ser apenas política, mas também cultural e psicológica.
Primeiro presidente do Senegal independente, em 1960, governou durante duas décadas e destacou-se pela defesa do diálogo, da estabilidade institucional e da cooperação internacional. Ao contrário de muitos líderes da época, deixou o poder voluntariamente, em 1980, gesto raro na política africana pós-independência.
A sua herança permanece viva tanto na literatura quanto na construção da identidade africana moderna.

Fonte: Jornal de Angola

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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