• Angola e EUA rubricam parceria na esfera militar


    Angola e os Estados Unidos da América (EUA) reforçaram segunda-feira, em Luanda, a cooperação no domínio militar, com a assinatura do Acordo do Programa de Parceria Estatal entre as Forças Armadas Angolanas (FAA) e a Guarda Nacional do estado de Ohio.

    O instrumento de cooperação foi rubricado pelo chefe do Estado-Maior General das FAA, general de aviação Altino dos Santos, e pelo comandante da Guarda Nacional do Ohio, major-general Matthew Woodruff, sob o olhar atento do ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Amaral, e da encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA em Angola e São Tomé e Príncipe, Shannon Nagy Cazeau.

    À luz do diploma, o braço armado angolano e a Guarda Nacional do Ohio vão colaborar nos domínios da prontidão médica e saúde pública, cibersegurança e tecnologias emergentes, gestão de emergências e resposta a desastres, desenvolvimento de liderança e profissionalização militar, bem como na cooperação em agricultura, educação e desenvolvimento económico.

    O acordo reflecte, ainda, a contínua expansão das relações entre os dois países, reafirmando o compromisso comum de ambas as nações com a paz regional, segurança e o desenvolvimento sustentável.

    Após a assinatura do acordo, o titular da pasta da Defesa Nacional, Lúcio Amaral, referiu que a adesão de Angola ao Programa de Parceria Estatal constitui uma decisão estratégica que visa fortalecer as capacidades institucionais e operacionais, promover a interoperabilidade e preparar as forças para os desafios emergentes do século XXI.

    Neste sentido, enfatizou que Angola tem vindo a afirmar-se como um autor comprometido com a paz, segurança regional e a cooperação internacional.

    Na ocasião, o ministro considerou a Guarda Nacional do estado norte-americano e Ohio um parceiro estratégico, em virtude das reconhecidas capacidades nas áreas de resposta a emergências, logística, sustentação, formação, treino e integração entre estruturas militares e civis.

    "Falamos de uma cooperação que permitirá o intercâmbio na formação de quadros, a partilha de experiências operacionais, a realização de treinos conjuntos, procedimentos comuns, bem como o reforço da interoperabilidade entre as nossas forças", informou.

    De acordo com o responsável, a cooperação constitui um instrumento essencial para elevar os níveis de prontidão, profissionalismo e eficácia das FAA.

    Além da componente militar, o ministro salientou que a parceria promove uma abordagem moderna e integrada da segurança, incentivando a cooperação entre instituições militares e civis.

    Lúcio Amaral acrescentou que o acordo abrange os domínios económico e indústria da Defesa, criando oportunidades para o desenvolvimento de capacidades industriais, cooperação tecnológica, transferência de conhecimento e atracção de investimentos e negócios no sector.

    Angola torna-se no terceiro país a fazer parte da parceria
    Ao intervir no encontro, a encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Angola e São Tomé e Príncipe, Shannon Cazeau, referiu que com a assinatura do documento Angola se torna no terceiro parceiro do programa, juntando-se à Hungria e à Sérvia.

    "Esta assinatura assenta numa relação bilateral que tem crescido significativamente nos últimos anos. O Estados Unidos e Angola têm aprofundado os laços económicos e de segurança, e temos manifestado de forma constante a nossa apreciação pelo papel de Angola como líder regional, incluindo a sua liderança diplomática na promoção da paz em África", destacou a diplomata, mencionando que o seu país encara o Estado angolano como um parceiro fundamental na África Subsaariana.