A visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, a Angola, nos próximos dias, representa o excelente momento das relações bilaterais e a manifesta intenção dos dois lados em aprofundá-las, na base do "win-win”, em que se sustentam, modernamente os laços entre os países.
Embora Angola conste do rol de países que fazem parte da digressão do chefe da diplomacia americana, na verdade, a administração democrata do Presidente Biden tem sido bem-sucedida na recuperação de algum tempo perdido, na reafirmação do interesse e papel que África desempenha para os Estados Unidos.
Os Estados Unidos aceleraram a parceria com o continente desde a Cimeira de Líderes EUA-África, em áreas como clima, alimentação, energia, segurança sanitária, transformação digital. Países como Angola procuram, obviamente, maximizar os ganhos com a maior potência económica mundial em áreas cruciais para o desenvolvimento.
Contrariamente à ideia, muito alimentada por alguma media e agigantada pelas redes sociais, o reforço dos laços entre os dois países, sob nenhum pretexto vai transformar-se em jogo de soma zero, traduzido na ideia segundo a qual os outros parceiros importantes de Angola poderão perder, enquanto alguns ganham.
Na verdade, várias vozes já se exprimiram que, independentemente de os países competirem na arena internacional, na busca de posições privilegiadas nas relações entre si, a África em geral e, em particular Angola, há espaço para todos os principais "players” mundiais.
As autoridades angolanas não vão excluir parceiros implantados ou que queiram se inserir no país, nem podem estar interessadas numa eventual medida desta natureza, contra entes que contribuem e venham contribuir para a diversificação económica, crescimento e desenvolvimento.
Nem colhe a ideia de uma eventual pressão dos parceiros para a exclusão de terceiros, atendendo que o respeito pela soberania nacional, a não ingerência nos assuntos ou decisões aos outros Estados e a busca de interesses comuns são incompatíveis com uma possível pretensão.
Fonte: Jornal de Angola.