Um memorando de entendimento, assinado quarta-feira, em Luanda, entre o Banco Nacional de Angola (BNA) e o Banco Central do Congo (BCC), vai permitir aos dois países trabalharem na melhoria dos pagamentos transfronteiriços e estabelecerem um quadro abrangente de cooperação institucional.
O documento fundamenta-se na troca de informações e experiências, na assistência técnica, bem como na integração e interoperabilidade dos sistemas de pagamento, de acordo com o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).
Manuel Tiago Dias, que interveio após o acto de assinatura do protocolo, realçou que o memorando assinado define claramente as principais matérias sobre as quais os bancos centrais irão trabalhar, no sentido de permitir o aumento das trocas comerciais, processo que deve ser implementado para o aperfeiçoamento dos pagamentos transfronteiriços.
O documento, que foi rubricado pelo governador do BNA, Manuel Tiago Dias, e pelo governador do BCC, André Wameso Nkualoloki, permite ainda facilitar as trocas comerciais, reforçar a integração económica entre os dois países, assim como possibilitar a utilização de instrumentos de pagamento digitais, incluindo a supervisão destes mesmos documentos.
“O foco cinge-se na redução de custos, tempo nas transacções e promover uma maior formalização dos fluxos financeiros”, sublinhou Manuel Tiago Dias, reforçando que, com este instrumento, os pagamentos vão ser feitos de forma mais célere, segura e inspirar comodidade aos operadores económicos dos dois países.
O protocolo de colaboração, esclareceu Manuel Tiago Dias, é resultado concreto da visita de uma delegação angolana de alto nível, chefiada pelo ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, à República Democrática do Congo.
No local, em conjunto com as autoridades governamentais da RDC, deu-se início ao processo que visa dar corpo à orientação quer do Presidente da República de Angola, João Lourenço, como do Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi.
Por sua vez, o governador do BCC, André Wameso Nkualoloki, destacou o Corredor do Lobito como um dos pontos importantes que deve merecer atenção no âmbito do protocolo, considerando-o um projecto importante para o fortalecimento das duas economias.
André Wameso Nkualoloki, que reconheceu o engajamento do governador do BNA, sublinhou que o acordo trará vantagens, sobretudo nas trocas comerciais directas.