• Barril de petróleo chega ao preço de USD 119,46


    Os máximos do petróleo subiram, segunda-feira, no mercado de Londres, até aos 119,46 dólares pelo barril do Brent.
    A referência para as exportações europeias e de Angola, quando comparada ao preço de há um mês (69,49 dólares), representa uma subida de 58,17 por cento.

    A sessão do dia que até se iniciou nos 108,25 dólares, oscilou, entre o meio-dia e o final da tarde, para os 104,96 dólares, uma queda de 3,02 por cento.

    A última vez que o preço do Brent esteve acima dos 100 dólares foi em Agosto de 2022. Já o valor de 119,46 dólares só é superado pelos 120,41 dólares do dia 29 de Junho de 2022.

    O Jornal de Angola ouviu a opinião do especialista e analista sobre mercados petrolíferos da empresa angolana de Consultoria PetroAngola, Vladimir Pereira.

    O analista compreende, numa visão geral, este conflito como uma fonte de incertezas para a economia global.

    Conforme avançou, a localização estratégica e a importância da região do Médio Oriente no mercado energético mundial fazem com que a interrupção do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 30 por cento do petróleo comercializado por via marítima, 20 por cento do fornecimento global de petróleo e 25 por cento do comércio marítimo de gás natural liquefeito (LNG), represente uma séria ameaça ao comércio internacional e à segurança energética em todo mundo.

    Vladimir Pereira afirma não ter dúvidas de que o prolongamento do conflito vai gerar, como consequências, preços do barril do petróleo acima dos 100 dólares, como reflexo da elevada incerteza geopolítica e restrição da oferta no mercado internacional. No curto prazo, disse, este conflito gera efeitos positivos para Angola, sobretudo devido à valorização dos preços do petróleo nos mercados internacionais, que actualmente se encontram acima dos 61 dólares o barril, valor de referência adoptado pelo Executivo no OGE 2026.

    “Angola enfrentaria os impactos da inflação importada, devido à elevada dependência do nosso país das importações de bens e serviços, sobretudo os combustíveis”, avançou Vladimir Pereira, da PetroAngola.