Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúnem-se hoje em Durban, na África do Sul, para debater os desafios de uma industrialização resiliente, sustentável e inclusiva, alinhada com a construção de um mundo justo.
Na 46.ª Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC, o Presidente João Lourenço faz-se representar pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António. O encontro tem como objectivo alinhar estratégias para impulsionar a industrialização regional, visando construir um mercado competitivo, resiliente às alterações climáticas e socialmente inclusivo para os cidadãos da SADC.
Alinhado ao lema “Industrialização resiliente, sustentável e inclusiva, através do desenvolvimento de infra-estruturas, da transformação de produtos agrícolas e de minerais essenciais, por um mundo justo”, o certame vai ser presidido pelo Chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa.
O encontro de líderes foi antecedido pela Sessão Ordinária do Conselho de Ministros da SADC. A reunião ministerial abordou temas estratégicos para a integração e o desenvolvimento sustentável da África Austral, com realce para a industrialização e a transformação económica regional.
Entre os temas apreciados, e que seguem hoje para análise dos Chefes de Estado e de Governo, destacam-se a segurança alimentar e a resposta a desastres naturais. Estes assuntos figuram como prioridades na agenda regional, num contexto que exige reforçar a resiliência dos Estados-membros perante os desafios climáticos e socioeconómicos.
No domínio da integração regional, o documento reforça questões relacionadas com o desenvolvimento de infra-estruturas regionais, energia e transportes, assim como o reforço da integração económica e da conectividade entre os países da região.
Os ministros reflectiram, também, sobre o impacto dos actuais desenvolvimentos geopolíticos internacionais na região da SADC, tendo em conta as suas implicações para a paz, segurança, estabilidade e desenvolvimento dos Estados-membros.
Outro eixo importante dos trabalhos foi o acompanhamento da implementação das decisões da SADC, com particular atenção aos programas e projectos regionais destinados a acelerar a integração e a concretização dos compromissos assumidos pelos Estados-membros. Na sessão ministerial, Angola fez-se representar por uma delegação chefiada pelo ministro Téte António.
A comitiva integrou o embaixador de Angola no Botswana e representante junto da SADC, a secretária nacional da organização, Flávia Lutucuta, e o embaixador de Angola na África do Sul, João Baptista Quiosa.
Angola e AUDA-NEPAD avaliam iniciativas comuns
Angola e a Agência de Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD) avaliaram ontem, em Durban, as iniciativas e projectos desenvolvidos nos mais diversos domínios de interesse comum.
A avaliação das metas ocorreu durante um encontro de trabalho na província de KwaZulu-Natal, na África do Sul, entre o ministro das Relações Exteriores, Téte António, e a directora executiva da organização continental, Nardos Bekele-Thomas.
De acordo com uma nota do MIREX, as entidades abordaram perspectivas para o estreitamento da cooperação bilateral. O diálogo teve em conta o papel de liderança da AUDA-NEPAD na promoção do desenvolvimento sustentável, na integração regional e continental, bem como na mobilização de recursos e parcerias estratégicas para a implementação das prioridades de desenvolvimento de África.
Nardos Bekele-Thomas aproveitou a ocasião para felicitar Angola pelo seu contributo financeiro voluntário à agência. A directora executiva considerou o gesto uma importante demonstração do compromisso político do país com o fortalecimento das instituições e dos mecanismos de desenvolvimento da União Africana.
Esta contribuição voluntária de Angola reveste-se de particular relevância por permitir que a AUDA-NEPAD reforce a sua capacidade técnica de implementar programas alinhados com as metas definidas pela União Africana. A acção impulsiona directamente os objectivos da Agenda 2063, contribuindo para uma maior autonomia e apropriação africana dos processos de desenvolvimento socioeconómico do continente.