Angola e a China pretendem aprofundar a cooperação económica e explorar novas áreas estratégicas para o desenvolvimento bilateral, com foco na economia digital, inteligência artificial e energias renováveis.
A informação foi avançada, ontem, pelo embaixador chinês acreditado no país, Zhang Bin, após um encontro, no Palácio da Cidade Alta, com o Presidente da República, João Lourenço, com quem analisou o estado das relações bilaterais.
Em declarações à imprensa, o diplomata pontuou que a audiência permitiu fazer uma retrospectiva dos resultados alcançados nos últimos anos, com especial destaque para os domínios económico e comercial.
“Fizemos uma retrospectiva dos frutos alcançados nos últimos tempos entre os nossos países, principalmente na área económica e comercial”, avançou Zhang Bin, destacando que o encontro serviu, igualmente, para apreciação das futuras direcções da parceria estratégica entre Angola e a China.
Durante a audiência, o Chefe do Executivo angolano transmitiu orientações para o reforço da cooperação bilateral, revelou o embaixador chinês, Zhang Bin, assegurando o empenho da China na sua total concretização.
“Sua Excelência o Presidente da República apresentou orientações para as futuras áreas de cooperação e comunicação entre os nossos países. Estamos dispostos a trabalhar com a parte angolana para implementar essas directrizes”, garantiu Zhang Bin.
Segundo o diplomata, o investimento do Governo chinês em Angola já está presente em vários sectores da economia angolana, incluindo a produção de materiais de construção, imobiliário, indústria alimentar, sector têxtil, construção de parques industriais, processamento de minérios, bem como na produção de componentes para veículos e aparelhos electrónicos.
As relações bilaterais são consideradas das mais dinâmicas da cooperação sino-africana. A parceria abrange sectores como infra-estruturas, energia, indústria, agricultura, comércio e formação de quadros, impulsionando o desenvolvimento económico de ambas as nações.