O Presidente da República, João Lourenço, orientou, terça-feira, os embaixadores de Angola indigitados para a República da Namíbia, Alemanha e de Moçambique a trabalharem na captação de investimentos e atracção de turistas, com vista a impulsionar o desenvolvimento económico do país.
A orientação foi baixada durante a cerimónia de posse dos recém-nomeados embaixadores na Namíbia, Pedro Mutindi, em Moçambique, Jovelina Imperial, e na Alemanha, Maria Isabel Encoge.
No acto, que decorreu no Palácio Presidencial da Cidade Alta, o Titular do Poder Executivo recomendou aos diplomatas a “representarem bem” o país nos países onde serão acreditados e a trabalharem igualmente no reforço das relações de amizade e de cooperação entre os respectivos Estados.
Durante a cerimónia, testemunhada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, e membros do Executivo, com realce para o ministro das Relações Exteriores, Téte António, o Presidente João Lourenço desejou sucessos aos empossados na nova missão.
No final do evento, o embaixador Pedro Mutindi destacou, entre os desafios da nova missão, a mobilização de contactos, conhecimentos, capital financeiro e empresários para o estabelecimento de parcerias com operadores do turismo e empresários angolanos.
Esclareceu que a mobilização deverá cingir-se em tarefas para as quais Angola está empenhada em realizar, como a construção de infra-estruturas, vias de comunicação, circulação, estabelecimentos comerciais, de saúde e escolares.
Pedro Mutindi lembrou, no quadro das relações com a República da Namíbia, o incremento do projecto comum “Okavango Zambeze-KAZA”, de que fazem também parte o Botswana e o Zimbabwe. Disse tratar-se de uma área recheada em termos de biodiversidade. “A minha missão é mobilizar financiamentos e turistas para o nosso país”, declarou.
O embaixador Mutindi assinalou, ainda, que o facto do país vizinho congregar um bom número de angolanos, particularmente em Windhoek, Oshakati e na região do Rundo, tudo vai fazer para o reforço da cooperação bilateral e realizar uma maior aproximação com a diáspora angolana no país.
Para o efeito, destacou a necessidade dos cônsules das referidas áreas trabalharem junto dessas comunidades e buscar o seu saber, o que pensam e com eles dar solução aos problemas existentes.
O embaixador garantiu que vai contribuir com o seu conhecimento e sabedoria para que a confiança em si depositada não seja defraudada.
“Namíbia e Angola estão unidos por laços de consanguinidade há várias décadas e mantêm boas relações de vizinhança. Passadas três décadas desde que a Namíbia se tornou independente, continuamos unidos por laços de cooperação e de amizade, pelo caminho que percorremos juntos ao longos destes 35 anos”, ressaltou.
Pedro Mutindi disse que vai à Namíbia num momento em que as relações estão no “cume da montanha”, considerando os resultados da cooperação e o trabalho gratificante desenvolvido pelos seus antecessores, que pretende dar continuidade.
Industrialização e diplomacia económica entre os desafios
Por sua vez, a embaixadora nomeada para a Alemanha, Maria Isabel Encoge, apontou o desafio da industrialização entre as metas da sua missão. Nisto, a diplomata pensa aliar a vasta experiência e consolidação deste país da Europa ocidental para atrair ao país o maior número de empresários.
Maria Isabel Encoge sublinhou a relação bilateral de excelência entre os dois países, assistida por vários instrumentos jurídicos, com ênfase para a cooperação económica, empresarial, consultas políticas e diplomáticas. “A nossa missão está voltada para o reforço da cooperação bilateral, a fim de se dar continuidade aos passos dos diplomatas que me antecederam”, disse.
Ao nível da comunidade angolana naquele país, a embaixadora sublinhou que o Executivo está com uma vontade de fazer com que a mesma seja mais bem atendida na sua assistência consular, conhecendo os problemas com os quais se deparam.
Jovelina Imperial, indigitada para representar o país em Moçambique, destacou o estreitamento das relações e a cooperação económica como foco da missão. Em declarações à imprensa, a embaixadora, que deixou recentemente a missão na República da Namíbia, assinalou também o facto de os dois países possuírem “grandes recursos”, que, no seu entender, podem ser potencializados através da diplomacia económica.
“Angola e Moçambique são países irmãos, comungam a mesma língua e os mesmos ideais. A missão que nos foi incumbida é a de reforçar a cooperação entre as partes para que sejam cada vez mais estreitas. Esse é o nosso objectivo, e penso estarmos em condições de realizar um bom trabalho”, concluiu.