Os restos mortais do embaixador de Angola em Cuba, Carlos Sardinha Dias, que faleceu no passado dia 21 de Junho numa unidade hospitalar no Panamá, foram sepultados quarta-feira no Cemitério da Santa Ana, em Luanda.
O cortejo fúnebre foi antecedido por uma missa de corpo presente e pela leitura de várias mensagens de elogio fúnebre no Quartel-General do Exército (antigo RI-20).
Renderam homenagem ao saudoso diplomata o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, além de familiares, amigos, colegas e diversas individualidades nacionais e estrangeiras.
Carlos de Lemos Sardinha Dias, de 64 anos, tinha sido nomeado em Janeiro de 2025 para chefiar a Missão Diplomática de Angola em Cuba, acumulando também as funções de embaixador não-residente na Nicarágua, em El Salvador e na Guatemala.
Ao longo da sua carreira, iniciada em 1983, o diplomata exerceu ainda o cargo de director de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) e serviu em missões nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura.
A mensagem de condolências do MIREX, lida pelo embaixador Flávio Fonseca, recordou que, em cada posto que ocupou — fosse na Europa, Ásia ou no Médio Oriente —, Carlos Sardinha Dias carregou a bandeira de Angola com os valores que dignificam o serviço público: responsabilidade, competência e patriotismo.
O documento destacou a dedicação do malogrado ao conhecimento e à formação nas relações internacionais, moldando o homem que viria a ser um “construtor de pontes entre povos e nações”.
De acordo com o embaixador Flávio Fonseca, o MIREX perdeu um dos seus mais dedicados servidores, um homem que soube viver com dignidade e que serviu a pátria com honra e integridade.
Na cerimónia de homenagem à memória de Carlos de Lemos Sardinha Dias, foram também partilhadas mensagens dos colegas da Direcção de Cooperação Internacional do MIREX, de irmãos e sobrinhos, da Embaixada de Angola em França e das Forças Armadas Angolanas (FAA).
O acto contou ainda com o depoimento do presidente do Fórum Internacional de Jovens com as Embaixadas (FIJE), Clinton Matias.