A informação foi prestada, terça-feira, em Luanda, pelo secretário-geral do SINPES, Eduardo Peres Alberto, falando à imprensa, após uma assembleia de docentes. O sindicalista disse que a interrupção da greve deve obedecer dois requisitos: o primeiro tem a ver com a necessidade de o período das aulas ter de estender-se até 15 de Agosto e o segundo, o atendimento das reivindicações dos professores, sob pena do ano lectivo 2023/2024 ter o seu arranque comprometido.
No caderno reivindicativo apresentado ao Executivo, o sindicato pede um salário à volta dos dois milhões e 600 mil Kwanzas para o professor catedrático e de um milhão 350 mil Kwanzas para o assistente estagiário.
Por seu turno, a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança, afirmou que, no presente exercício económico, não há condições para o aumento salarial dos docentes.
Em relação ao seguro de saúde, outra reivindicação dos professores, a governante informou que o assunto está a ser avaliado pelo Ministério das Finanças, após o levantamento feito em termos quantitativos do pessoal docente e não docente.
As aulas no Ensino Superior retomaram a 26 de Maio deste ano, após greve decretada a 27 de Fevereiro, pelo SINPES. Porém, a ministra Maria do Rosário Bragança garantiu que o ano lectivo não será comprometido, porquanto muitas unidades não aderiram à greve e, mesmo naquelas em que se verificou a paralisação, nunca chegou a ser total, pelo que cada uma tem programas curriculares para fazer face à situação.
Angola possui, no sistema público, 11 universidades, 51 faculdades, 15 institutos, cinco escolas superiores e uma Academia de Ciências.
Fonte: Jornal de Angola.