• Fábrica de alumínio electrolítico é inaugurada na Barra do Dande


    O Presidente da República, João Lourenço, inaugura, hoje, a primeira fase da Fábrica de Alumínio Electrolítico Huatong Angola Industry, no Parque Industrial da Zona Franca da Barra do Dande, província do Bengo, com uma capacidade de produção anual de 120 toneladas, gerando “receitas anuais de 300 milhões de dólares”.

    Nesta primeira fase, orçada em 250 milhões de dólares, a empresa criou mais de mil postos de trabalho, directos e indirectos. Com a entrada em funcionamento da segunda fase, a unidade fabril deverá produzir 240 toneladas de alumínio, resultante de um investimento de 500 milhões de dólares.

    O secretário do Presidente da República para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa, Luís Fernando, disse, a propósito da inauguração da unidade fabril pelo Presidente João Lourenço, que a Fábrica de Alumínio Electrolítico é mais um empreendimento industrial que se ergue naquele espaço geográfico, para o desenvolvimento de diferentes negócios, pelas condições excepcionais que se observam, sobretudo, do ponto de vista fiscal e aduaneiro.

    Após a conclusão global do projecto, o empreendimento prevê a criação de 12 mil empregos, passando a produzir alumínio através de electrólise, transformando o metal em lingotes, chapas, varas e outros produtos, com aplicação total de 1,6 bilião de dólares.

    O projecto privado chinês, edificado no âmbito da cooperação bilateral Angola-China, prevê cinco fases de construção, num período de 8 a 10 anos, cobrindo uma área de cerca de 10 quilómetros quadrados, cujas receitas, nessa altura, podem chegar aos 300 biliões de dólares. O lançamento da primeira pedra para a construção da infra-estrutura aconteceu em Junho de 2024.

    O Parque Industrial de Alumínio do Bengo vai funcionar com cinco fornos, integrando tecnologia de ponta, elevados níveis de automação e rigorosos sistemas de controlo de qualidade. As operações são asseguradas com tecnologia de electrólise avançada, sistemas de dupla alimentação eléctrica e monitorização permanente de todos os processos produtivos, que terão como destino, além do mercado nacional, a exportação.

    Uma comissão chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, garantiu as condições para a inauguração desta primeira fase. Fazem ainda parte da comissão, o Ministério da Energia e Águas, a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e o Governo Provincial do Bengo.

    Os empreiteiros e responsáveis do projecto redobraram os esforços para que a primeira fase da indústria fosse concluída dentro dos prazos acordados entre as partes.

    Em nota endereçada ao Jornal de Angola, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Huatong Angola Industry, Zhang Wendon, destacou o impacto do projecto para o desenvolvimento económico e social do país, bem como para o crescimento da indústria transformadora nacional, sublinhando que “acreditamos no potencial de Angola e na força da cooperação como motor de progresso”.

    “O Parque Industrial de Alumínio representa mais do que um investimento industrial. É um compromisso com o futuro, com o emprego, com a formação profissional da juventude e com o desenvolvimento sustentável do país”, lê-se no documento, reafirmando que a criação da infra-estrutura tem como finalidade a diversificação da economia angolana.

    Aposta no desenvolvimento do capital humano nacional
    Para garantir o investimento industrial, o empresário chinês adiantou que a Huatong Angola Industry vai apostar no desenvolvimento do capital humano, com a implementação de programas de formação profissional, estágios, treinos técnicos e transferência de know-how.

    Zhang Wendon disse que o objectivo do grupo empresarial é capacitar quadros nacionais, a fim de criar uma base sólida de competências para o futuro da indústria do país, aproveitando o fcato de “a Huatong Angola Industry ser a líder mundial na produção de cabos com maior cotação na Bolsa de Xangai”.

    “Queremos projectar Angola como uma força económica emergente, impulsionar a transferência de tecnologia e capacitar profissionais para liderarem a indústria do futuro”, disse, partilhando que a empresa quer afirmar-se não apenas como um operador industrial, mas como um parceiro activo no desenvolvimento económico e social de Angola, promovendo emprego qualificado, inovação tecnológica e crescimento sustentável.

    Província tem papel estratégico no fortalecimento da economia

    A governadora provincial do Bengo, Maria Antónia Nelumba, destacou, recentemente, na cidade de Caxito, o crescimento industrial da região, com a inauguração de mais de 20 empresas, nos últimos dois anos, à luz do esforço empreendido pelo Executivo para impulsionar a economia nacional nos mais diversos sectores.

    Ao intervir na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo, a governante afirmou que a Zona Franca da Barra do Dande representa um objectivo estratégico para o crescimento económico de Angola, com vista à diversificação e à industrialização do país.

    “A fábrica de alumínio representa um ganho imensurável para o Bengo e o país. O Parque Industrial da Sino-Ord tem como principais objectivos a promoção da transição energética, a instalação de parques de energias renováveis e a criação de empregos”, disse a governadora.

    Referiu que, além disso, a Zona Franca foi projectada para ser um território de excelência para atrair investimentos e inovação, contribuindo para a segurança energética e alimentar do país.

    Maria Antónia Nelumba sublinhou, ainda, que a província do Bengo tem um forte potencial de investimento, com terras férteis, mineiros estratégicos, água abundante, jovens trabalhadores e uma Zona Franca que cresce em velocidade de cruzeiro, representando um investimento de 1, 5 mil biliões de dólares.

    “O Parque Industrial de Sino-Ord constitui um orgulho para nós. Com o esforço e abnegação de todos, o Bengo pode tornar-se um lugar de destaque na industrialização de Angola, com a inauguração de novas fábricas previstas para este ano”, destacou.

    A governadora sublinhou que, com este conjunto de investimentos, o Bengo começa a configurar-se como um dos principais pólos de desenvolvimento económico do país, com infra-estruturas de enorme valor financeiro e criação de mais postos de trabalho para os jovens.