Decisores políticos, responsáveis dos sectores da Defesa e Segurança, bem como representantes de organizações internacionais e da sociedade civil, participam desde segunda-feira, em Dakar, Senegal, na 10.ª Edição do Fórum Internacional sobre Paz e Segurança.
O evento, visa promover soluções para os complexos desafios da segurança global, com particular enfoque no continente africano, foi aberto pelo Chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Diakhar Faye.
De realçar que no certame, que encerra hoje, Angola faz-se representar pela secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, em representação do titular da diplomacia angolana, Téte António.
Na sessão de abertura, Bassirou Diomaye Diakhar Faye defendeu uma abordagem abrangente da soberania africana, que inclui dimensões energéticas, tecnológicas, alimentares e ambientais.
Referiu ainda que o desenvolvimento sustentável exige estabilidade efectiva e apelou ao reforço da solidariedade entre os países africanos face ao terrorismo, ao extremismo violento e às crises de governação.
Subordinado ao lema “África diante dos desafios de estabilidade, integração e soberania: quais soluções duradouras?”, a iniciativa reúne Chefes de Estado, membros de governos, especialistas, académicos, representantes da sociedade civil e organizações internacionais, com a finalidade de analisar os principais riscos que afectam a segurança do continente e identificar respostas concretas.
A edição deste ano aborda temas centrais ligados à consolidação da paz, à segurança, à estabilidade, ao crescimento económico e à integração regional.
O programa, estruturado em três momentos principais, prevê sessões plenárias, ateliers e eventos paralelos.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a sessão plenária de ontem abordou a “Soberania e questões contemporâneas: África entre perigos e oportunidades”, seguida de três ateliers em simultâneo sobre “Desafios da soberania numérica e tecnológica: quais estratégias para África?”, “Recursos naturais, influência estrangeira e soberania económica: rumo a uma nova governação africana dos recursos naturais estratégicos?”, entre outras temáticas.