No final deste momento, os Presidentes João Lourenço e Hakainde Hichilema vão prestar declarações à imprensa dos dois países sobre o resultado do encontro.
À saída do Palácio, Hakainde Hichilema deverá deslocar-se, ainda, à Assembleia Nacional (Parlamento angolano), onde fará um discurso. Antes da ida ao Palácio, o Presidente da Zâmbia vai deslocar-se ao Memorial Dr. António Agostinho Neto, onde fará a deposição de uma coroa de flores no sarcófago do primeiro Presidente de Angola.
O itinerário da visita, prevê, também, a ida do estadista zambiano à província de Benguela, para constatar, "in loco”, as potencialidades económicas daquela região do Sul do país.
À chegada, ontem, ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, onde foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, pelo embaixador de Angola na Zâmbia, Azevedo Francisco, e pelo vice-governador de Luanda para o Sector Económico, Gilson Carmelino, Hakainde Hichilema reforçou que a sua vinda ao país tem como finalidade principal fortalecer as trocas comerciais entre os dois países. "O importante, nesta visita, é mostrar que, além das boas relações existentes entre nós, temos uma forte relação governamental, que inclui fortes investimentos entre os dois países”, referiu.
O Presidente Zambiano ressaltou que a sua visita ao país, visa, igualmente, alterar uma tendência observada em África, que passa pela busca de soluções fora do continente ou da região. "A ideia tem sido viajar muito distante de nossas casas. Queremos mudar este quadro. Queremos focar no que a Zâmbia pode contribuir para Angola e vice-versa”, realçou.
O ponto alto das relações entre Angola e a Zâmbia aconteceu em Maio de 2018, altura em que o Presidente João Lourenço visitou aquele país, com quem partilha uma longa fronteira terrestre. Esta visita deu lugar à assinatura de cinco acordos de cooperação bilateral, nomeadamente, de supressão de vistos em passaportes ordinários e diplomáticos, cooperação nos domínios da Agricultura, Assistência Mútua Aduaneira, Segurança e Ordem Públicas. Os dois países esclareceram que o acordo de assistência mútua aduaneira justificava-se, pelo facto de Angola e a Zâmbia partilharem uma longa fronteira e ser necessário, por isso, regular o movimento de pessoas que circulam entre os dois países, com mercadorias destinadas ao comércio. No entender dos dois países, este acordo permite a troca de informações e uniformização de procedimentos para além de assistência técnica.
Em relação ao acordo sobre agricultura, os dois Estados entendem que o mesmo vai permitir a troca de experiências entre empresários ligados ao sector.
Fonte:Jornal de Angola