• Papel estratégico do Corredor do Lobito discutido no Quénia


    O papel estratégico do Corredor do Lobito no desenvolvimento económico de África é, hoje, em Nairobi, tema de discussão em um dos vários painéis da Cimeira “A África que Construímos”, iniciativa da Corporação Financeira Africana (AFC) e patrocinada pelo Governo do Quênia.

    Delegados de mais de 40 países-membros da Corporação Financeira Africana (AFC, na sigla em inglês) discutem hoje e parte do dia de amanhã, numa das unidades hoteleiras de referência de Nairobi, a capital do Quênia, sobre “As Infra-estruturas como Motor da Industrialização de África”.

    O presidente do Conselho de Administração e também da Comissão Executivo da Corporação Financeira Africana (AFC), Somaila Zubairu, vai dar as boas vindas aos participantes.

    O discurso de abertura deve estar a cargo do Presidente da República do Quênia, William Ruto, estando entre as entidades VIP do evento o Chefe de Estado do Uganda, Yoweri Museveni.

    Os dois chefes de Estado, o PCA e PCE da AFC, assim como o empresário nigeriano Aliko Dangote vão partilhar ideias no Painel Presidencial sobre a revolução industrial de que precisa África.

    Os estadistas juntamente com
    Os gestores seniores vão reflectir sobre o ambiente político certo para atrair e reter capital, a coragem industrial para construir em escala e a arquitectura de capital de desenvolvimento para transformar projectos em activos de investimento possíveis de obter crédito junto da banca intra e extra-continental.

    Corredor do Lobito
    O painel sobre o Corredor do Lobito vai analisar, de uma forma geral, como os corredores comerciais, quando projectados como ecossistemas integrados, ligando transporte, energia e capacidade industrial, tornam-se impulsionadores da transformação económica estrutural. Também como África pode dinamizar essa abordagem, com o Corredor Norte a leste e o Corredor Lobito a oeste a servirem como exemplos do que se torna possível quando os investimentos rodoviários, ferroviários e de energia são feitos de forma alinhada.

    O painel vai contar com representantes do secretariado executivo do Corredor do Lobito e especialistas em transportes ferroviários e políticas de integração.

    Ainda ontem, na apresentação do programa do Fórum aos jornalistas, durante conferência de imprensa, o director- adjunto e Chefe de Consultoria Financeira da AFC, Fola Fagbule, disse que a instituição está a mobilizar novos financiamentos para viabilizar o complemento da linha de ligação entre Angola e a Zâmbia.

    Fola Fagbule disse que têm trabalhado com Angola, país que, no ano passado, ratificou a carta de compromisso e tornou-se membro da AFC, na concretização do ambicioso plano do Corredor do Lobito, uma das infra-estruturas essenciais e que serve de via do desenvolvimento e caminho da industrialização que o continente está a construir.

    O Fórum “A África que Construímos” elegeu o tema principal “Infra-estrutura como Motor da Industrialização” e promete viabilizar financiamentos para os vários programas do continente, razão pela qual congratulam-se com os 48 estados subscritores do pacto da AFC e contam com as 60 entidades designadas pelos países como impulsionadores das várias estratégias concebidas e que vão colocar África no centro do desenvolvimento global.