• Pr Assegura Empenho Em Saldar Dívida Com Empresas Lusas


    O Presidente da República, João Lourenço, assegurou nesta segunda-feira que o Governo angolano tem procurado superar os constrangimentos resultantes de dívidas com as empresas portuguesas.

    Disse ser um assunto que tem merecido a atenção e que procurará resolver cabalmente, tão cedo quanto possível, para tranquilizar portugueses que apostam no mercado angolano.

    Nas conversações oficiais com a delegação encabeçada pelo primeiro-ministro António Costa, o Presidente João Lourenço considerou a cooperação com Portugal profícua. Afirmou que, vai decorrer a cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), para avaliar os últimos desenvolvimentos levados a cabo pela organização.

    A anunciada cimeira vai servir igualmente para projectar acções futuras que contribuam para consolidar as bases em que assentam as relações no seio da organização.

    O presidente João Lourenço declarou que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa tem empreendido iniciativas que merecem destaque e que aproximem os povos, sem barreiras.

    Manifestou preocupação, "neste mundo conturbado”, com a situação em Moçambique, República Democrática do Congo (RDC) e nos países do Sahel.

    O Chefe de Estado angolano considerou que a solução encontrada pelo ocidente para a Líbia, sem consulta às instituições africanas, foi imprudente, irresponsável e errada a julgar pela instabilidade criada.

    João Lourenço aconselhou "sabedoria e muita contenção” na resolução de velhos conflitos como os da península coreana, Israel-palestino, aos quais se  juntam novos como os do estreito de Taiwan.

    O Presidente da República defendeu o fim imediato da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, em prol da soberania e da integridade do país agredido.

    Para o Estadista angolano, é preciso construir-se uma paz assente em bases sólidas, justa e duradoura entre os dois países e toda a Europa e que afaste, para sempre, o espectro da guerra na Europa, palco das duas grandes guerras que o mundo conhece.

    João Lourenço referiu que a invasão à Ucrânia pela Rússia é responsável pela maior crise humanitária, alimentar, energética e de segurança que o mundo conhece.

    Fonte: Angop.