A informação foi avançada, terça-feira, pelo comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, o comissário Manuel Lutango, no final da segunda reunião ordinária da Comissão Nacional de Protecção Civil, orientada pelo coordenador e o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado.
Numa altura em que se aproxima o "pico" da época chuvosa, o também coordenador do Secretariado Executivo da Comissão destacou como preocupação a necessidade dos diferentes sectores ministeriais dinamizarem os trabalhos e apresentarem as contribuições para que nas próximas sessões sejam feitas as últimas análises e a aprovação do plano.
"A preocupação, nesta altura, é pelo facto de estarmos a atingir o pico da época chuvosa. Por isso, o coordenador da Comissão, sem mais esperar, deu indicativo da próxima reunião que deve ocorrer na segunda semana de Fevereiro, porque existe a necessidade de serem concluídos os trabalhos e aprovado o plano, para que os sectores tenham capacidade e ferramentas necessárias para acudir as populações", ressaltou. As acções do plano, segundo Manuel Lutango, estão ligadas ao salvamento de pessoas e bens, vítimas de acidentes ou ameaças ligadas às chuvas, como inundações, desabamentos de edifícios, deslizamento de terras, todas as situações identificadas ao longo do tempo e que ocorreram um pouco por todo o país no período chuvoso.
"É ainda necessário que se faça algum trabalho também sobre os custos orçamentais dos sectores. O orçamento deste plano é o conjunto dos sectores ministeriais que o integram, assim como das comissões provinciais de Protecção Civil. Tudo está a ser feito no sentido de se colher todas as acções previstas pelos sectores, bem como os indicadores orçamentais", referiu.
Além de analisar aspectos ligados à operacionalização com vista à aprovação do Plano de Contingência para a época chuvosa 2023-2024, a Comissão abordou, também, o número de vítimas, desde o início da temporada até agora, tendo sublinhado a morte de mais de 200 pessoas, por inundações, desabamento de residências e descargas atmosféricas.
"Existe uma série de fenómenos ligados à época chuvosa que registam um número de vítimas preocupante. Os dados são conhecidos em função do trabalho feito pelas comissões provinciais de Protecção Civil, pois cada uma a seu nível merece o monitoramento da Comissão Nacional da Protecção Civil", sublinhou
Disse que a província da Huíla registou, numa única descarga atmosférica, mais de 10 vítimas da mesma família. Manuel Lutango falou das comissões de protecção civil da Huíla e Bié, províncias onde têm ocorrido casos desta natureza.
Fizeram, também, parte da agenda da Comissão Nacional de Protecção Civil as acções do Governo Provincial de Luanda, cujo balanço foi considerado satisfatório, fruto da limpeza das valas de drenagem e trabalhos de sensibilização junto das populações nas zonas de risco.
Entre as acções desenvolvidas no sentido de acudir e prevenir estão o apoio na mobilização para as zonas seguras, orientações de medidas de seguranças a serem tomadas pelas famílias.
Coordenada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, a Comissão Nacional de Protecção Civil é ainda composta pelos ministros do Interior, na qualidade de coordenador-adjunto, Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, das Finanças, da Saúde, do Ambiente, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, director do Instituto Nacional de Meteorologia e outros.
Fonte: Jornal de Angola.