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07-01-2020 Ministério da Educação prevê alfabetizar 500 mil cidadãos

Quinhentos mil cidadãos serão alfabetizados no presente ano lectivo no subsistema de ensino de adultos, no âmbito do Plano de Acção do Ministério da Educação (MED) para a intensificação da alfabetização de jovens e adultos a nível nacional.

Esses dados foram avançados nesta (segunda-feira), em Luanda, pelo director nacional de Ensino de Adultos, Evaristo Pedro, que revelou estarem já identificados 9.600 alfabetizadores que deverão aumentar em função da resposta da mobilização que está a ser feita a nível das comunidades. 

O director nacional do Ensino de Adultos falava por ocasião do acto de abertura do seminário nacional de capacitação de formadores provinciais para a generalização do I ciclo do ensino secundário de adultos.

Evaristo Pedro fez saber que o processo é uma mais-valia pelo facto de que os jovens e adultos que tenham apenas a 6ª classe possam ter a oportunidade de concluir o I Ciclo do ensino secundário em apenas dois anos na modalidade de aceleração.

Por seu turno, a ministra da Educação, Ana Paula Tuavanje Elias, que presidia ao acto de abertura do evento, afirmou que com a generalização do processo o país estará em condições de acelerar a aprendizagem e nivelar o perfil académico dos professores com a categoria de auxiliar, tendo em atenção o previsto no actual estatuto da carreira docente e na Lei de Bases do Subsistema de Educação.

Referiu que no quadro da Agenda 2030, dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), o sector vai aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham habilitações relevantes, inclusive competências técnicas e profissionais, para o emprego, trabalho decente e empreendedorismo.

Do mesmo modo, vai permitir eliminar as disparidades de género na educação e garantir a igualdade de acesso a todos os níveis de educação e formação profissional para os mais vulneráveis, incluindo as pessoas com deficiência, povos nativos e crianças em situação de vulnerabilidade.

O Executivo angolano está preocupado com a formação dos jovens, adultos e outras franjas da sociedade, com realce para as raparigas nas zonas rurais e peri-urbanas para sua inserção na vida activa.

Apesar dos inúmeros constrangimentos que têm dificultado o pagamento dos subsídios dos alfabetizadores, bem como a aquisição dos meios de ensino, a monitoria e supervisão pedagógica, o Executivo está engajado em trabalhar com todas as forças vivas da sociedade para estancar a actual situação a curto prazo.

Participam do processo formativo, com duração de cinco dias, mais de 150 formadores de professores do I ciclo do ensino secundário que vão replicar os conhecimentos a outros formadores.

Fonte:Angop