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14-01-2020 Nova família do Kwanza em circulação no primeiro semestre

As novas cédulas do Kwanza (moeda nacional angolana) podem entrar em circulação ainda no primeiro semestre deste ano, anunciou nesta (segunda-feira), em Luanda, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano.

O responsável do Banco Central prestou a informação aos deputados à Assembleia Nacional, durante a discussão na especialidade da Lei que autoriza o Banco Nacional de Angola (BNA) a emitir e pôr em circulação uma nova família de notas da moeda nacional.

Ao esclarecer algumas inquietações dos parlamentares sobre o assunto, José de Lima Massano deu a conhecer que foram já introduzidas as recomendações feitas pelos deputados, consubstanciadas no “afinamento” da imagem do primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, e na manutenção da figura do "Pensador" (símbolo da cultura nacional).

Reforçou que a esfinge passa a contar apenas com o rosto do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, ao contrário da actual que incluía a do ex-chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.   

No entanto, a proposta de lei foi aprovada na especialidade com 22 votos a favor e seis abstenções, devendo ser submetida ao plenário para a votação final global no dia 23 deste mês.  

Maior Segurança

Em esclarecimento públicos anteriores, o governador do BNA havia garantido que as novas cédulas do Kwanza serão mais seguras, com características que dificultam a sua falsificação. Terão substratos de polímero (plástico) que as tornarão mais resistentes que as de papel, em circulação.

Segundo José Massano, a introdução da nova família de notas será progressiva, particularmente das denominações mais altas que serão emitidas e colocadas em circulação quando as condições do desenvolvimento económico assim o aconselharem.

As novas notas, no valor facial de 200, 500, 1000, 2000, 5000 e 10000 Kwanzas, denominada “Série 2020”, foram também ilustradas com as maravilhas naturais de Angola.

Nas cédulas de 200 Kwanzas figuram as Pedras Negras de Pungo a Ndongo (Malange), na de 500 a Fenda da Tundavala (Huíla), na de 1.000 a cordilheira do Planalto Central (Huambo), na de 2.000 a Serra da Leba (Huíla), na de 5.000 as ruínas da Catedral de São Salvador do Congo (Zaire) e na de 10.000 as Grutas do Zenzo (Uíge).

 

Fonte: Angop