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29-01-2020 Preservação ambiental depende de comportamentos responsáveis

A preservação ambiental depende de comportamentos, atitudes e gestos mais sustentáveis e responsáveis de toda a sociedade, uma vez que as ameaças estão identificadas, afirmou a ministra do Ambiente, Paula Francisco.

Falando a imprensa a governante considerou como a maior preocupação a “pouca sensibilidade” da sociedade sobre como lidar com questões ambientais, tendo apontado as ravinas e a vulnerabilidade da costa, respectivamente, como assuntos do momento.

No âmbito das políticas e legislação que o Governo tem estado a aplicar, através daquele departamento ministerial, realçou o Programa Nacional de Qualidade Ambiental, que converge nos principais factores da natureza como água, ar e solos.

Paula Francisco disse que as atenções estão viradas para a componente do ar (poluição atmosférica) e solo (combate às ravinas), seguindo as recomendações da convenção sobre a desertificação que orienta os países a elaborar as metas até 2030, conjugado com o desenvolvimento sustentável.

A questão da água, salientou, encontra maior força no programa de qualidade ambiental, que é um desafio conjunto onde intervêm vários sectores do Executivo para elevar a qualidade deste produto, através de projectos para a implantação de laboratórios de qualidade ambiental.

No que toca a programas dedicados à prevenção e combate de ameaças ambientais, a governante informou que as autoridades pretendem intensificar cada vez mais as campanhas de sensibilização, sobretudo na temática da utilização de plásticos, que já existe um pacote legislativo específico.

“Estamos a trabalhar com parceiros para reduzir o uso do plástico, principalmente aqueles que são de único uso, como as embalagens”, reforçou.

Referiu, por outro lado, algumas medidas e cuidados com certas espécies, principalmente a tartaruga, muito sacrificada pelos caçadores furtivos, assim como com o peixe-baleia, vulgo manatim, da espécie africana, que habita no rio Kwanza.

No âmbito da educação ambiental, a governante realçou a campanha lançada, recentemente, sob o lema “Estou com o ambiente para uma Angola consciente”, que versa e agrega temáticas ligadas ao saneamento, biodiversidade, alterações climáticas e desenvolvimento sustentável.

Essa campanha, detalhou, já foi alvo de auscultação de vários departamentos ministeriais, já que por ser uma estratégia educacional foi inevitável não trabalhar com o Ministério da Educação, para reforçar o Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação. 

Segundo a ministra, essa estratégia já foi auscultada pelos órgãos centrais, mas por se tratar de questões específicas sobre educação ambiental, agora, no âmbito da Semana do Ambiente, irão ouvir também os parceiros sociais e recolher mais subsídios para o seu enriquecimento.

No seu entender, durante a implementação destas campanhas deve-se prestar mais atenção às comunidades e para tal é necessário introduzir a língua nacional na transmissão de informações sobre questões ambientais.

Quanto ao equilíbrio ecológico, a governante reconheceu que ainda há muito por se fazer, sobretudo a nível dos aglomerados de resíduos, a falta de instrução e a falta de sensibilidade para a sua separação, pelo que há necessidade de mais ciclos de palestras para mudar a consciência das pessoas.

Acredita que com o trabalho em curso sobre o plano de reestruturação da Direcção Nacional de Prevenção e Avaliação de Impactos, o futuro pode ser melhor, já que o primeiro processo da implementação do Sistema Integrado Ambiental foi alcançado.

Explicou que esse sistema tipifica os termos de referência, relativamente à expansão urbana e a construções fora de padrões internacionais, pois a legislação e o sector são elementos dinâmicos.

Com base nos estudos, o Ministério do Ambiente, de acordo com Paula Francisco, está acautelar até o material de construção a ser usado, que deve ser sustentável.

A transversalidade do Ministério do Ambiente deixa a instituição numa posição como se de “polícia” do Executivo se tratasse, pelo que a ministra Paula Francisco lembrou ser missão do seu pelouro estar em alerta constante e a olhar para aqueles que não estão a fazer bem e ensinar os melhores caminho.

Fonte. Angop