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06-02-2020 Angola participa na Conferência sobre Trabalho

O ministro do Trabalho, Administração Pública e Segurança Social, Jesus Maiato, participa desde terça-feira, dia 4 de Fevereiro, em Paris, na conferência mundial subordinada ao tema. O Diálogo Social para um melhor Ambiente do Trabalho.

Em representação do Presidente da República, João Lourenço, o ministro, acompanhado do embaixador angolano em França, João Bernardo de Miranda, e de altos funcionários do seu Ministério, foi um dos oradores da reunião, abordando o tema “Rumo a um trabalho digno nas cadeias de fornecimento global”.

Na sua abordagem, Jesus Maiato recordou que Angola ratificou oito Convenções da Organização Internacional do Trabalho, de que é membro desde 1976, e que, depois do período difícil da guerra, o país tem procurado organizar-se, criando emprego, directamente e indirectamente, e dando oportunidades de trabalho.

Informou ainda que em Angola existe diálogo social, que são reconhecidos os Direitos Fundamentais dos Trabalhadores, o direito à greve e que foi ainda criado o Conselho Nacional de Segurança Social.

O titular da pasta do MAPTESS reconheceu igualmente que o diálogo social é um vector importante para a reconversão da economia global e que, por essa via, podem ser analisadas e discutidas as questões que ainda afectam o mercado de trabalho, nomeadamente o desequilíbrio do género, a criação de emprego e o crescimento inclusivo. Tudo isto só será possível, recordou, se houver lideranças fortes, quer ao nível dos governos quer das organizações.

A conferência foi organizada pela Global Deal e contou com  a presença de Guy Rider, director da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e de Angel Gurria, secretário-geral da OCDE.

O seu objectivo era discutir a melhoria das condições dos trabalhadores, bem como os seus direitos.

À margem da conferência, o ministro Jesus Maiato teve ainda um encontro com o seu homólogo sul-africano, ThulasNxesi, tendo ambos reconhecido a necessidade de reforçarem a cooperação nesta área, em particular no que diz respeito ao desemprego juvenil e à formação profissional, que são áreas comuns a Angola e à África do Sul, e relativamente às quais podem partilhar experiências.

Os dois dirigentes mostraram-se ainda interessados num encontro  a posteriori, para trocarem impressões sobre a “Implicação do livro comércio africano” e a “Imigração Laboral nos dois países e em África”. Reconheceram também que quer a África do Sul quer Angola têm capacidade para liderar a sub-região austral a este nível.

Fonte: Angop