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28-02-2020 Dívida líquida da Sonangol com variação de 53 %

A Sonangol registou em 2019 uma dívida líquida de mil milhões e 254 milhões dólares, um valor muito abaixo dos dois mil milhões e 677 milhões dólares de 2018, o que representa uma variação de 53 por cento da disponibilidade para pagar, segundo o relatório da empresa publicado nesta quinta -feira.

Ao falar em conferência de imprensa alusiva aos 44 anos da petrolífera, o presidente da Sonangol, Sebastião Martins, afirmou que a dívida líquida está controlada, tendo em conta os níveis de produção da petrolífera nacional.

Afirmou que em 2018 a dívida era 1,9 mil milhões, mas com os pedidos de fundo passou para 2,2 mil milhões. Mas no final de 2019 reduziu para USD 755 milhões.

Para fazer face à importação de combustível, a dívida atingiu a USD 1,5 mil milhões, no início de 2018, mas os pagamentos feitos permitiram com que o saldo final fosse de USD 1,3 mil milhões.    

Explicou ser controlável a dívida financeira estimada em USD 5,034 mil milhões, tendo  justificado que está relacionada com o recente recurso de financiamento de cerca de USD 2 mil milhões.

A Sonangol reduziu menos cinco por cento dos custos operacionais, situação que permitiu chegar a um EBITDA positivo na ordem de USD 5 mil milhões 429 milhões.

Sonangol investe na segurança informática

Na referida conferência de imprensa, a administração anunciou que a Sonangol investiu dois milhões de dólares, no último ano, para a melhoria do sistema informático e das tecnologias de informação.

O nível de maturidade dos sistemas informáticos tem um tecto máximo de cinco, mas o da petrolífera estava apenas em 1,5, motivo pelo qual sofreu um ataque ao sistema informático no dia 5 de Junho de 2019.

Como consequência, informações do sistema de facturação desapareceram, que obrigou a empresa a desenvolver um trabalho para elevar o nível de maturidade do sistema informático, passando de 1,5 para 2,5, embora a meta da Sonangol seja o nível 4.

 O controlo de acesso à rede, fuga de informação e a violação das políticas de segurança das instalações, são os riscos que petrolífera Nacional ainda enfrenta.

 

Fonte: Angop