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12-03-2020 Reiterado compromisso para com os mais vulneráveis

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, destacou, nesta quarta-feira, em Luanda, os programas ligados à melhoria da qualidade dos serviços e acesso à educação, incluindo o ensino superior e o desenvolvimento da investigação científica e tecnológica.

A governante, que falava no encontro nacional sobre a implantação dos programas do sector social do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), fez ainda menção as acções para o empoderamento das meninas, a prevenção da gravidez precoce, a aprendizagem para todos, a humanização dos serviços de saúde, a protecção do ambiente e a política cultural.

De acordo com  a  ministra, as políticas sociais propostas e implementadas, ao longo dos anos de governação do MPLA, constituem um eixo fundamental do projecto de sociedade, destacando que a política nacional de habitação, a formação profissional e a inclusão económica e social da juventude, a segurança social e o empreendedorismo fazem igualmente parte das prioridades do Executivo.

Informou que o MPLA elegeu, no seu programa eleitoral, a educação e a saúde como a base do desenvolvimento integrado e sustentável para que se possa dar resposta ao crescimento demográfica galopante da população e aproveitar o potencial da juventude para colher o dividendo demográfico.

A redução das assimetrias sociais, da pobreza no seio das famílias, a assistência e a acção social no âmbito do apoio às mulheres, aos mais vulneráveis e às minorias e comunidades tradicionais, afirmou, estão a ser mitigados com políticas e programas em que se destacam a desminagem, a merenda escolar, a nutrição infantil, o apoio às vítimas de violência, as iniciativas do Fundo de Apoio Social e os programas no âmbito da cidadania e direitos humanos em curso em todo país e que visam a construção de uma Angola desenvolvida, assente na coesão e justiça.

Para Carolina Cerqueira, o compromisso do Executivo está plasmado nos instrumentos de política social, para a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida das famílias angolanas, a redução das desigualdades e da pobreza, a promoção da desconcentração e da descentralização territorial e a criação de condições que dinamizem a competitividade territorial, o estímulo da cidadania activa e da participação na vida democrática, a valorização da capacidade empreendedora e da inovação e a criação de emprego.

Os programas sociais que resultaram do PND 2018/2022, adiantou a ministra, assentam num ideal de desenvolvimento que permite aos beneficiários ampliem as suas oportunidades de melhor saúde, educação e qualidade de vida para as famílias.

“É preciso termos presente a estimativa que até 2022 terão nascido mais cinco milhões de angolanos e que a juventude é o maior recurso do nosso país, por isso todo o investimento nesta franja irá determinar o desenvolvimento inclusivo e sustentável de Angola, em África e no mundo, tendo em conta que serão os jovens os catalisadores de mudanças sociais, crescimento económico, inovação tecnológica e protecção e conservação ambiental”, reforçou.

No PND e no Plano Macroeconómico do Executivo em execução, a protecção do ambiente afirma-se como um requisito essencial para a sustentabilidade económica e social e para a projecção de um futuro promissor e feliz dos angolanos.

Considera ser necessário tirar partido das boas práticas que vão garantir a sustentabilidade, ambiental e social, como o turismo ecológico, o saneamento básico liderado pelas comunidades e escolas, a inovação tecnológica, os projectos ligados à protecção da criança e o ambiente, especialmente no que tange à nutrição.

De acordo com a governante, a melhoria da saúde e resiliência dos cidadãos está directamente associada à educação ambiental e social, sobretudo no que diz respeito à gestão de resíduos sólidos urbanos e perigosos, na incidência na eliminação de plásticos, uma iniciativa mundial, que África lidera, num esforço conjunto para a conservação e protecção do ambiente.

 

Fonte: Angop