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24-06-2020 Ministra garante existência de lisura no concurso da Saúde

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, garantiu, esta segunda-feira, que o recente concurso público para preenchimento de sete mil vagas no sector apurou candidatos com mérito, excelência e competência para a prestação de um serviço de qualidade.

Ao esclarecer, em conferência de imprensa, alguns inconvenientes ou suspeitas levantadas pelo Sindicato de Médicos de Angola, a governante descartou qualquer injustiça no processo, afirmando que a avaliação do referido concurso foi transversal e transparente, tendo respeitado a equidade a nível nacional.

Salientou que todos foram tratados da mesma forma, e que muitos médicos não demonstraram capacidade nem condição para serem admitidos, tendo em conta que grande parte teve notas muito baixas, como três valores, e alguns, valores acima de 18.

“Nessa vertente, 160 médicos estão por ser colocados. Há casos de quem concorreu para Luanda, mas por não haver vagas aqui na capital do país tem de ser enquadrado noutra província, que também é Angola. (Mas) há quem está a rejeitar, mesmo tendo feito juramento de Hipócrates”, denunciou.

A também porta-voz da Comissão Multissectorial para Resposta à Covid-19 informou que das sete mil vagas destinadas ao sector, 200 estavam reservadas para as especialidades, porém apenas 120 foram preenchidas.

“Ninguém vai aceitar que coloquemos técnicos pouco competentes, com notas baixas, para servirem os hospitais do país só porque têm alguém que os pode ajudar a chegar lá. Tem que ser por mérito”, vincou, reagindo às críticas sobre uma eventual falta de transparência na avaliação do concurso.

Este foi o terceiro concurso promovido no sector, depois da alta taxa de reprovações nos exames de acesso em Dezembro de 2018. Trata-se de uma iniciativa a ser prosseguida pelo Governo, dependendo da situação financeira do país, embora não poder absorver todo o capital humano nessa área.

Mais de 61 mil candidatos haviam concorrido em Janeiro último, para preencher sete mil vagas disponíveis para técnicos nas carreiras dos profissionais da saúde e do regime geral em todo o território nacional.

Angola tem seis mil e 400 médicos para uma população de cerca de 28 milhões de habitantes, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes.

 

Fonte:Angop