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14-07-2020 Ministra condena divulgação de informação deturpada

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, pediu nesta quarta-feira, em Luanda, aos cidadãos que evitem a divulgação de informações falsas relacionadas com o atendimento e condições dos centros de tratamento de pacientes com Covid-19 no país.

A governante, que falava na campanha de testagem rápida a jornalistas e outros funcionários dos órgãos de comunicação social, realizada na Rádio Nacional de Angola (RNA), enfatizou que tudo tem sido feito para garantir uma prestação de serviço humanizado.

A titular da pasta da Saúde disse não ser inaceitável que pessoas de má-fé, e que em muitos casos nem estão internadas, comecem a veicular informações que não correspondem com a verdade.

“As pessoas estão a ser acompanhadas e existem protocolos próprios para atendimento dos doentes com Covid-19, porque o paciente com essa pandemia não é aquele que é visto a toda hora. No período em que há entrada é preciso usar os equipamentos de biossegurança”, disse.

Por outro lado, condenou a atitude de alguns internados nos centros de tratamento que estão a arrancar as tomadas e os chuveiros destes locais, criados recentemente para o combate à pandemia.

Conforme referiu, os pacientes angolanos estão a ser tratados a nível da média mundial, realidade totalmente diferente em alguns países, em que estão a receber cuidados médicos em parques de estacionamento, nos estádios de futebol, sem grandes condições, daí ter apelado a valorização do trabalho que está a ser feito pelo Governo.

Sublinhou que Angola tem feito um grande investimento em termos de infra-estruturas para o tratamento da Covid-19 e em termos de recursos humanos, porque trata-se de uma pandemia que está a ensinar os profissionais quase todos os dias.

A testagem em massa começou nos últimos cinco dias nos mercados de Luanda, designadamente Catinton (Maianga), 30 (Viana), Kikolo (Cacuaco) e ASA Branca (Cazenga), e no bairro Mártires do Kifangondo, bem como no município do Cazengo, província do  Cuanza Norte.

No quadro dessa campanha de testagem massiva, mais de 10 mil pessoas, sendo sete mil e 500 de Luanda, foram testadas, sendo que apenas 57 amostras, que representam 0.8 por cento, têm a expressão na fase activa ou transitória de exposição à Covid-19, pelo que estão a ser reconfirmados com teste de biologia molecular.

Com os 23 casos positivos de domingo, Angola conta agora com 506 infectados, 118 recuperados, 362 activos e 26 óbitos.

 

Fonte: Angop