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22-07-2020 Continente africano carece de mais indústria transformadora

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, disse, nesta terça-feira, em Luanda, haver uma primazia para investidores estrangeiros que pensam em investir na produção e transformação de produtos no continente, particularmente em Angola.

O governante prestou esta informação durante a abertura, por vídeo-conferência, do 9º encontro do Triângulo Estratégico América Latina e Caraíba, Europa e África, para dar resposta a crise global.

Os países africanos, particularmente Angola, têm um potencial agrícola muito forte e com isto é preciso atrair o potencial tecnológico, como a já existente com o Brasil.

Para o ministro, o mais importante neste momento é fazer com que estes parceiros comecem a transformar os produtos agrícolas cá no continente.

Conforme o ministro, a diplomacia económica deve beneficiar também a agricultura, daí ser necessário a correcção do paradigma actual de produtor/exportador para produtor/transformador de várias culturas e em todos os domínios.

De acordo com o governante, a ideia da zona de comércio livre em África vem desde os primórdios com a pretensão da criação dos Estados Unidos de África, depois para a Comunidade Económica de Africana aos dias actuais, apesar de que o comércio intrafricano só ser 15%.

A intenção, segundo o governante, é aumentar aos níveis por exemplo dos 19% da América Latina, 51% da Ásia, América do Norte 54% e 70% na Europa.

Esta pretensão, avançou,  é muito importante, tendo em conte que em 2050 o continente terá 26% da população mundial (cerca de 2,5 bilhões de habitantes), um grande mercado e uma pirâmide etária com população maioritariamente jovem.

Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo disse que a actual ordem mundial deve respeitar o conceito de Estado/Nação dentro dos princípios democráticos e particularmente o momento que o mundo vive com a pandemia da Covid-19.

“A vontade e a especificidade dos povos de cada país deve ser tida em conta para a resolução dos problemas económicos e sociais que aparentemente são comuns, mas com formas de resolver diferente, exemplificando as informações sobre a Covid-19 dadas pelos Estados e que chocavam com as passadas pela OMS”, explicou.

O encontro, por vídeo-conferência, promovido pelo Instituto para Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL), aborda temas de interesse comum às três regiões, como o diálogo entre gerações, as migrações, a cibersegurança, a igualdade de género, a produtividade, a transferência de conhecimento, as parcerias financeiras e a agenda triangular internacional.

O evento terá o seu ponto alto nesta quinta-feira, com um debate a mais alto nível, no qual participam, entre outras personalidades, o vice-presidente da República de Angola, Bornito de Sousa.

 

Fonte:Angop