imagem-
25-08-2020 Estado angolano privatizou 14 empresas desde 2019

Catorze (14) empresas foram privatizadas desde 2019, no quadro do Programa de Privatizações (PROPRIV) em curso no país, que permitiu ao Estado angolano arrecadar 31 mil milhões de kwanzas.

Segundo o secretário de Estado do Tesouro, Osvaldo Victorino João, que falava à imprensa no final da oitava reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros, as fábricas privatizadas situam-se, maioritariamente, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.

Afirmou que outros "activos privatizados" são dos sectores agro-pecuário e de frio (entrepostos frigoríficos e matadouros).

A privatização das 14 unidades vai possibilitar a criação de 150 postos de trabalho directos e 320 indirectos, de acordo com Osvaldo Victorino João.

O secretário de Estado anunciou igualmente que até Dezembro o Estado angolano vai privatizar os seus activos em outras 51 empresas, o que permitirá arrecadar um valor de 100 mil milhões de kwanzas.

Entre os activos a privatizar, constam a Sonangol, a Endiama e a TAAG, os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Económico (BESA) e Caixa Geral de Angola (BCGA), bem como a empresa ENSA Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

Estão também incluídas as unidades agro-industriais Aldeia Nova e Biocom, as fábricas Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota Engil Angola.

Constam ainda da lista activos nas companhias de telecomunicações, designadamente na Unitel, MS Telecom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA), Angola Comunicações e Sistemas (ACS) e Empresa de Listas Telefónicas de Angola (ELTA).

Outras empresas são a Sonair (ramo aéreo da Sonangol), a Sociedade de Gestão de Aeroportos (SGA, que substitui a Enana) e a Sonangalp, uma distribuidora de combustível detida em 51 por cento pela petrolífera estatal angolana.

 

Fonte: Angop