imagem-
27-08-2020 Governo estuda soluções para o ensino privado

O Governo angolano está a trabalhar com os parceiros sociais na busca de soluções para apoiar os professores do ensino privado, numa altura em que as aulas do ensino geral continuam suspensas em todo o país, devido a Covid-19.

Conforme a ministra da Educação, Luísa Grilo, que falava no espaço Grande Entrevista, da Televisão Pública de Angola (TPA), há concertações com a Associação Nacional do Ensino Privado (ANEP) para a busca de uma saída efectiva.

Disse pretender-se com essa estratégia, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, garantir dignidade aos docentes inseridos no ensino particular.

A intenção do Governo é trabalhar com os parceiros para assegurar "o pagamento dos salários em atraso" dos professores e pessoal administrativo, com "retroactivos".

Para tal, o pelouro da Educação está a trabalhar com a ANEP, tendo sido já recolhidas as listas com os números de segurança social dos professores do ensino privado.

"Remetemos a lista de professores do ensino privado ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS).

Posteriormente, este ministério trabalhará, conjuntamente com o das Finanças, para achar uma forma viável de apoio aos professores", adiantou Luísa Grilo.

A nível nacional, a ANEP tem sob seu controlo dois mil colégios, dos quais 666 em Luanda. Estes contam com um milhão e 500 alunos matriculados.

Desde a suspensão das aulas, em Março último, as instituições privadas do ensino geral (primário, I e II ciclos do ensino secundário) suspenderam 127 mil contratos de trabalho de professores e funcionários administrativos, por causa da pandemia.

A medida deve-se à incapacidade de continuarem a suportar os custos com salários e outras despesas correntes, sendo que algumas já ameaçaram decretar falência, caso as escolas continuem encerradas, e outras foram postas à venda.

O Governo angolano determinou, no passado mês de Julho, a suspensão da cobrança de propinas em todas as instituições de ensino públicas, público-privadas e privadas.

As aulas estão suspensas em Angola desde Março, mas até Julho deviam ser pagos 60% das propinas, decisão que foi alterada com a suspensão do pagamento das mesmas até a retoma da actividade lectiva e académica (ainda sem data definida).

"Educação é um problema de Estado", concluiu a ministra Luísa Grilo.

 

Fonte:Angop