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31-08-2020 Reforma nos petróleos recebe elogios do mercado

Angola está a progredir nos planos de reforma em curso no sector dos petróleos, tendo lançado concursos para obras, na mesma ocasião em que a operadora Total avança para o reinício das perfurações em offshore (exploração de petróleo no mar).

Segundo o Jornal de Angola, na sua edição desta Segunda-feira, a avaliação, publicada recentemente na Internet, é da prestigiada plataforma de análise e estudos sobre o sector petrolífero, Africa Oil and Power.

Na base do reconhecimento da evolução, de acordo com a publicação, está o facto de a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) ter aberto, na última semana, concurso público para a ampliação do repositório nacional de dados de exploração e produção.

O trabalho vai ter a duração de 12 meses. O prazo para inscrições é 18 de Setembro. 

Por outro lado, avança, a ANPG também lançou ainda um concurso para serviços de consultoria a fim de identificar e optimizar campos maduros. O mesmo será executado em seis meses com lances até 21 de Setembro.

Para ambos os casos, o primeiro concurso está limitado só à participação de empresas nacionais, mas, já no segundo, as empresas estrangeiras podem concorrer de igual modo. 

Nesse sentido, em meados de Agosto, a ANPG lançou um edital para obras de fiscalização ambiental. A referida obra terá a duração de 12 meses e o prazo para licitações é 11 de Setembro, segundo os dados obtidos.

Foi também divulgada a previsão de produção para o país cuja média, este ano, deve ficar um pouco abaixo de 1,4 milhão de barris/dia.
 

A produção cairá abaixo de 1 milhão de bpd em 2025, segundo previu o regulador. A previsão é baseada na produção existente e não inclui novos desenvolvimentos.

Projectos de perfuração

A publicação da Africa Oil and Power cita o director da Total em Angola, Olivier Jouny, que afirma que a plataforma Skyros voltou a operar no Bloco 32. A Maersk Voyager retomará os trabalhos no final de Agosto, tendo já saído de Luanda, segundo o responsável. A empresa é a primeira a retomar os trabalhos na África Ocidental.

Ainda segundo Olivier Jouny, a Total está focada em poços de desenvolvimento no curto prazo e vai evitar poços de exploração que foram planeados para a execução em 2020-21. Para tal, considera desenvolver Begónia, no Bloco 17/06, e Chissonga, no Bloco 16. Estes viriam para além dos campos Cameia e Golfinho, adquiridos à Sonangol no final de 2019.

Opções em terra

No início deste mês, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) realizou uma transmissão pela qual estabeleceu os planos para licitações onshore (exploração de petróleo em terra) nas bacias do Baixo Congo e Kwanza. Estima-se que o regulador inicia o processo de licenciamento no quarto trimestre do ano.

“A produção onshore deve ajudar a combater o declínio do país e criar novas oportunidades para as empresas locais”, estimam.  Ao retomarem declarações anteriores do presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, os analistas da Africa Oil and Gas lembram ser pretensão do sector petrolífero a recepção de propostas de empresas nacionais tanto quanto se quer receber propostas de empresas estrangeiras.

“Para as que já colaboram connosco e as que têm capacidade e olham para o país como um bom destino para os investimentos, estamos à disposição de ouvir todas as partes interessadas que nos procuram. Estamos certamente comprometidos com o sucesso desta nova licitação”, afirmou.

 

Fonte:Angop