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20-10-2020 Executivo prioriza formação contínua dos profissionais de saúde

O Executivo angolano prioriza a implementação de políticas que garantam a formação contínua dos profissionais de saúde, facilitando a sua participação na resolução dos problemas que afectam a sociedade, disse nesta Segunda feira,  a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Ao discursar na cerimónia de abertura dos cursos de Especialização Pós-média em Saúde, Sílvia Lutucuta sublinhou que a formação permitirá elevar a qualidade da gestão e da prestação de serviços a todos os níveis e em todo território nacional.

Dirigindo-se aos mais de 50 técnicos que serão formados em ortoprotesia, instrumentação, cuidados intensivos, anestesia e reanimação, a governante disse enquadrar-se essa formação na dinâmica do Ministério em prestar cuidados diferenciados de saúde às populações, de forma a assegurar o alcance da cobertura universal, cujo objectivo consiste em não deixar ninguém para atrás, rumo à construção de uma Angola saudável.

A formação insere-se no cumprimento da prossecução das metas definidas no Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025 (PNDS), alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022.

Em relação ao curso de ortoprotesia, disse tratar-se de uma experiência nova inserida no programa de formação de técnicos pós-média, cujo objectivo consiste em assegurar a produção, manutenção, orientação do uso de prótese com vista a reabilitação física de crianças, jovens e adultos.

De acordo com a ministra, Angola necessita de jovens profissionais, motivados, dedicados, com conhecimento e competência.

Frisou que o sector social e a saúde em particular, apresentam-se como prioridade do Executivo, por ser um eixo estratégico e fundamental para a redução da pobreza e a construção de uma Nação progressiva e cada vez mais democrática.

Na visão da ministra, o maior desafio actual para oferta de uma melhor saúde, prende-se com recursos humanos capacitados e em número suficiente para cobrir adequadamente o Serviço Nacional de Saúde.

“É conhecida a atenção que tenho dado a formação de profissionais de saúde produzidos pelas nossas instituições. Estes profissionais jogam um papel decisivo na melhoria do acesso a serviços de saúde com qualidade, dos indicadores de saúde, do aumento da esperança de vida e do incremento do índice de desenvolvimento humano”, frisou.

Sílvia Lutucuta lembrou que em 2018, entre 22 institutos técnicos de saúde em funcionamento, apenas os de Benguela, Luanda, Huíla e Malanje realizaram formação pós-média em sete especialidades, tendo formado 107 parteiras, 70 técnicos de pediatria, 42 em anestesia e reanimação, 29 em instrumentação, 12 em cuidados intensivos e nove em nefrologia.

Os cursos pós-médios permitem o aumento do conhecimento teórico e prático, com maior predomínio para o “saber fazer”.

Conferem também a certificação que possibilita ao técnico evoluir na carreira através de concursos de promoção.

Nesta formação participam profissionais das províncias de Luanda, Lunda Sul, Lunda Norte, Cuando Cubango, Moxico, Uíge, Cuanza Sul, Zaire, Cunene e Bié.

 

Fonte:Angop