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11-03-2021 Ministra da Saúde recebe primeira dose de vacina

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reafirmou ontem que a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, que está a ser administrada em Angola é "segura e salva vidas".

A governante,  que falava aos jornalistas após ser vacinada contra a Covid-19, no Complexo Cultural "Paz Flor”, disse que o acto traduz-se num dever cívico importante, cuja finalidade é a protecção contra o vírus invisível e letal.  
Até ontem foram vacinadas 19.076 pessoas contra a Covid-19. A ministra  da Saúde acrescentou que foi criado um outro posto de vacinação de alto rendimento só para atender os idosos. 

Numa primeira fase, o país recebeu 624 mil doses da vacinas, num universo de mais de dois milhões de doses que se prevê distribuir pelas 18 províncias, até ao final de Maio do ano em curso.
Sílvia Lutucuta lembrou  que a campanha de vacinação  iniciou sábado com os profissionais de Saúde que estão na linha frente, sublinhando que desde terça-feira  foi alargada a pessoas com mais de 65 anos com cormobilidades.
   
Segundo a ministra da Saúde, até ao momento não houve relatos de efeitos adversos preocupantes depois de administrada a vacina. "Temos tido casos de pessoas com alguma fraqueza ou febre, mas são ocasionais e raros”, detalhou.
Na ocasião, a também porta-voz da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 apelou aos profissionais da Saúde para adesão à vacinação quanto mais cedo, sublinhando  que uma vez imunizados prestarão melhor serviço à população.   

Um processo novo
O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, que também foi vacinado ontem, referiu que, enquanto gestor público deve servir de exemplo e catalisador da campanha.  
De acordo com o secretário de Estado, com a vacina AstraZeneca, nalguns casos a imunidade é atingida até oito ou 12 semanas depois da pessoa ser vacinada.

 "Estamos a trabalhar com padrão de oito semanas, que é o tempo médio, e aguardar este período até completar a segunda dose. Depois faz-se o seguimento para se aferir se há imunidade ou não”, disse o secretário de Estado.
Franco Mufinda lembrou que trata-se de um processo novo, "que é diferente de  imunizar uma pessoa contra a febre-amarela, em que o nível de conhecimento e processos já acompanhados é maior". "Ainda não sabemos, em concreto, o tempo suficiente para se atingir a desejada imunidade. Está em curso um estudo para avaliar o antes e depois da primeira e segunda doses da vacina”, esclareceu. 

O secretário de Estado apelou à população para aderir à campanha, cuja vacina já deu provas em muitos países desde que foi administrada a primeira dose, tendo se verificado uma redução drástica de casos e mortalidade. "Isso é o que queremos que aconteça no nosso país”.
O processo, realçou, começou em Luanda e seguirá para as províncias de Cabinda e Benguela. Garantiu que haverá mais vacinas para outros grupos etários, uma vez que o que se pretende é vacinar até 52 por cento da população.
"Não dependemos apenas da iniciativa da Covax. Angola já tem contrato para aquisição da vacina russa e um protocolo com a União Africana, esta última para imunizar cerca de cinco milhões de habitantes”, assegurou Franco Mufinda.  

Representante da OMS elogia campanha

A representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Djamila Cabral, elogiou o nível de organização  da campanha de vacinação em curso no país. "O facto de ter beneficiado da vacina contra a Covid-19 em Angola  confirma  que a vacina é boa e segura. Temos todos de ser vacinados quando a nossa hora chegar”, considerou

Djamila Cabral garantiu que a OMS vai manter o apoio ao país na luta contra a pandemia, com destaque para o suporte técnico, facilitação, aprovação e certificação das vacinas.
Acrescentou que o programa de vacinação visa reduzir o número de casos, doentes e mortes. Sobre a luta contra a Covid-19 no país, Djamila Cabral sublinhou que os números falam por si, graças ao engajamento do Executivo e da população em acatar as medidas estabelecidas.     

Ainda no dia de ontem, foram vacinados o secretário de Estado para a Área do Hospital, Leonardo Inocêncio, assim como o representante adjunto do Fundo Nações Unidades para a Infância (Unicef), Andrew Trevett. O Governo prevê vacinar cerca de 17 milhões de pessoas em duas etapas. Até final de Julho, o país espera receber 12,8 milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca.

 

Fonte:JA