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Governo 10-06-2026
Empresas sérvias convidadas a investir no mercado angolano

Empresas sérvias convidadas a investir no mercado angolano
O Presidente da República, João Lourenço, convidou terça-feira, em Belgrado, os empresários sérvios a explorarem as várias oportunidades de negócio existentes no mercado nacional e a participarem no processo de transformação económica levado a cabo no país.

O Chefe de Estado lançou o convite durante a sua intervenção na mesa-redonda que reuniu homens de negócios angolanos e sérvios para a exploração de oportunidades em ambos os mercados.

“Angola é uma nação jovem, com um povo trabalhador e acolhedor, possuidora de abundantes recursos hídricos e minerais, flora e fauna únicas e de extensas terras aráveis ainda por explorar, um país de elevado potencial turístico, económico e social e de futuro próspero garantido”, destacou João Lourenço.

Para transformar o potencial em bem-estar e riqueza social, o Presidente da República disse ter sido adoptado um “ambicioso” Plano de Desenvolvimento Nacional e a criação, ao longo dos últimos anos, de um bom ambiente de negócios favorável ao investimento privado.

Além do investimento no capital humano, João Lourenço informou que o país tem vindo a implementar um conjunto de reformas destinadas à construção de uma economia dinâmica, cada vez mais diversificada e competitiva, com o sector privado a assumir um papel central na geração de riqueza, emprego e inovação.

Para atender às necessidades do desenvolvimento, o Estadista angolano informou que o Executivo está a implementar um vasto Programa de Investimentos Públicos em infra-estruturas de transporte, geração de energia eléctrica, captação, tratamento e distribuição de água, assim como uma cobertura de telecomunicações e em equipamentos sociais de qualidade.

O Presidente João Lourenço referiu que a economia nacional está a crescer e a diversificar-se, mas, ainda assim, existem necessidades e oportunidades em sectores críticos nos quais o país gostaria de atrair mais investimento privado.

Sobre este particular, destacou os sectores da agricultura, pecuária — incluindo máquinas e equipamentos de apoio —, as indústrias farmacêutica e automóvel, o turismo e a economia digital, bem como outras áreas de interesse para os investidores sérvios.

“Pretendemos fomentar parcerias activas, potenciadoras de desenvolvimento económico e social sustentável e inclusivo e que possam promover a integração económica no contexto regional e global”, frisou.

Com as infra-estruturas que se vêm disponibilizando, o Presidente da República ressaltou que Angola está a criar condições para se transformar num importante centro logístico continental. A título de exemplo, mencionou a realização de um forte investimento na construção e modernização de grandes portos e aeroportos e o alargamento da malha rodoviária e ferroviária do país.

Neste quesito, apontou o Corredor do Lobito, infra-estrutura que conecta o Oceano Atlântico ao interior do continente, criando oportunidades para o comércio, a industrialização, a competitividade e a integração económica na região central e austral africana.

“É grande o nosso investimento na produção de energia hidroeléctrica e fotovoltaica e nas linhas de transporte de energia produzida, para garantir o desenvolvimento económico e social, alavancar as indústrias e assegurar o bem-estar das populações”, declarou o Presidente da República, enfatizando que nenhuma economia consegue atingir o seu potencial sem parcerias dinâmicas que agreguem valor.

“Angola e a Sérvia têm essa soberana oportunidade de complementaridade. Venham investir em Angola, em todos os domínios do vosso interesse”, apelou o estadista angolano.

“Queremos abrir um novo capítulo no nosso percurso de parceria estratégica”
O Presidente da República manifestou, na ocasião, o desejo de manter as boas relações com a Sérvia, tendo recordado que os dois países estiveram, sempre, juntos em momentos marcantes dos seus percursos históricos. “Queremos abrir um novo capítulo no nosso percurso de parceria estratégica, aprofundando as relações económicas e empresariais”, salientou.

Apesar de o mundo viver, hoje, num contexto geopolítico de desafios à paz e estabilidade global de alteração não consensual dos princípios que regem as relações entre as nações, João Lourenço disse que tal realidade não deve desanimar ambos os lados, antes pelo contrário, deve mobilizá-los para a importância da defesa do multilateralismo, do diálogo, da paz e segurança internacionais, da sã convivência entre os povos e da cooperação mutuamente vantajosa entre as nações.

João Lourenço enfatizou que as relações políticas entre Angola e a Sérvia são sólidas e têm as suas raízes na luta pela independência nacional e autodeterminação do povo angolano, quando naqueles momentos difíceis da sua história beneficiou da solidariedade e ajuda dos povos que compunham a então Jugoslávia. O Estadista angolano aproveitou a ocasião para defender o fim definitivo de todas as guerras e conflitos armados no mundo, em particular aquelas cujas consequências têm um forte impacto na economia global.

“Enquanto isso, o mundo não pode parar. Por isso, consideramos que, face à instabilidade no Médio Oriente, no Golfo Pérsico e até na Europa, a África e em particular Angola surgem como destinos seguros para o investimento privado, podendo contribuir para a segurança alimentar e energética que o mundo tanto almeja”, acentuou o Presidente da República.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 10-06-2026
Ministério da Saúde reforça preparação face ao risco do Ébola

O Ministério da Saúde realizou, esta terça-feira, em Luanda, o Encontro Nacional de Capacitação para a Prevenção, Preparação e Resposta à Doença por Vírus Ébola (DVE), uma iniciativa que visa reforçar a prontidão do país perante a ameaça de eventuais surtos da doença.
A cerimónia de abertura, que decorreu nas instalações do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), foi presidida pela Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e reuniu mais de 350 participantes provenientes de todas as províncias do país, incluindo representantes das Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional, Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, sector privado e parceiros internacionais.

Na ocasião, o representante da Organização Mundial da Saúde em Angola, Indrajit Hazarika, destacou o compromisso das autoridades angolanas com a prevenção e preparação face ao actual surto de Ébola na República Democrática do Congo e aos casos registados no Uganda. Segundo o responsável, embora exista risco para Angola, este pode ser significativamente reduzido através de uma resposta precoce, coordenada e baseada em evidências.

A ministra da Saúde sublinhou que Angola acompanha com elevada atenção a evolução epidemiológica na região, sobretudo devido à extensa fronteira partilhada com a RDC e aos intensos movimentos populacionais entre os dois países.

“Estamos perante uma doença de elevada gravidade e impacto para a saúde pública. Embora o risco exista, ele pode ser significativamente reduzido através de uma preparação adequada, vigilância eficaz e uma resposta coordenada”, afirmou.

A titular da pasta da saúde explicou que, por orientação do Presidente da República, João Lourenço, o Executivo actualizou o Plano Nacional de Contingência Multissectorial e Multidisciplinar para a Doença por Vírus Ébola, alinhando-o às recomendações internacionais mais recentes.

Entre as medidas adoptadas constam a actualização dos protocolos técnicos e procedimentos operacionais para vigilância epidemiológica, investigação de casos e contactos, gestão de amostras biológicas, prevenção e controlo de infecções, gestão clínica, logística de emergência e comunicação de risco.
Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais abordam temas como vigilância epidemiológica, rastreio de contactos, controlo sanitário nos pontos de entrada, gestão clínica de casos, apoio psicossocial, logística de emergência e biossegurança. A agenda contempla ainda sessões práticas destinadas a reforçar a capacidade das equipas de resposta rápida em todo o território nacional.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 09-06-2026
Exportações anuais de Angola para Portugal crescem 4.704 por cento

As vendas ao exterior de Angola com destino para Portugal cresceram 4.704,15 por cento, entre Abril do ano passado e igual período deste ano, representando uma subida financeira de 1,54 mil milhões para 74,1 mil milhões de kwanzas.

Em Março deste ano, as exportações de Angola para Portugal tinham contabilizado 3,1 mil milhões de kwanzas, representando uma variação mensal de 2.233,82 por cento, lê-se no Relatório da Balança Comercial divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) com base em dados da Administração Geral Tributária (AGT) e do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).

Apesar destes indicadores, a China ainda assim representou o maior volume no peso das exportações ao totalizar 1,47 bilião de kwanzas em Abril contra 1,05 bilião do mesmo período do ano passado, pelo que estes números ficaram abaixo dos 1,67 bilião de kwanzas do mês de Março deste ano.

No somatório, em Abril, dos países que mais compraram de Angola está o Egipto (677.871,45 por cento), com uma receita de 37,5 mil milhões de kwanzas, muito acima do valor de 5 milhões de kwanzas do mês de Março e os 275 milhões de Abril de 2025. Os Países Baixos também tiveram um notável desempenho em Abril (9.281,69 por cento) ao subirem para 99,7 mil milhões de kwanzas, contra os 1,06 mil milhões de Março deste ano e 1,70 por cento acima dos 98,07 mil milhões de kwanzas de Abril de 2025.

Em termos homólogos, as exportações totalizaram 3,3 biliões de kwanzas, o que representou 45,98 por cento em relação aos 2,2 biliões de Abril de 2025 e ainda assim também abaixo dos 3,8 biliões de kwanzas, um recuo de 13,63 por cento.

Como abordado anteriormente, no capítulo das exportações, no espaço de um ano (Abril de 2025 a Abril de 2026), países como Malásia, Taiwan e o Egipto assumem o top3, mas é também notável a presença do Bangladesh. Este país asiático comprou de Angola, no mês de Abril, um total de 59,4 mil milhões de kwanzas, depois de em Março comprar 49,6 mil milhões, ambos acima dos 1,1 mil milhões de Abril de 2025.

No mês de Abril, Angola desembolsou 1,2 bilião de kwanzas para importar Bens e Serviços. O valor ficou abaixo do 1,3 bilião de Março, representando uma queda de 9,17 por cento. Contudo, o valor de 1,1 bilião de kwanzas de Abril de 2025 mostra que em 2026 se comprou ao exterior mais 13,82 por cento.

Em termos mensais, quem mais cresceu nas vendas a Angola foi a Nigéria com 55,7 mil milhões, a representar uma variação mensal de 9 708,32 por cento (569 milhões de Março de 2026) e 943,14 por cento em termos homólogos face aos 5,3 mil milhões de Abril de 2025. Já de Abril de 2025 a igual período de 2026, foi o Togo quem mais captou negócios com Angola (23 735,98 por cento).

Em suma, durante o período em análise, nas exportações de bens, os principais grupos de produtos foram petróleo, combustíveis e gás, com 92,96 por cento; pérolas, pedras e metais preciosos, bijutarias com 3,42 por cento em relação ao valor total. Nas importações de bens, os principais grupos de produtos foram: máquinas e aparelhos, com 26,80 por cento; petróleo, combustíveis e gás (refinados) com 15,81 por cento, produtos alimentares com 10,85 por cento, veículos e outros meios de transporte com 9,57 por cento e metais comum com 8,66 por cento em relação ao valor total.

Fonte: Jornal de Angola

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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