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Governo 27-10-2026
Conselho de Ministros aprecia Orçamento Geral do Estado/2027

COMUNICADO DE IMPRENSA

O Conselho de Ministros realizou hoje, dia 27 de Outubro de 2026, a sua 9.ª Sessão Ordinária, na Sala de Reuniões do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, sob orientação do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Nesta Sessão, o Conselho de Ministros apreciou, para remessa à Assembleia Nacional, as seguintes propostas de diplomas legais:

• Lei que aprova o Orçamento Geral do Estado para o ano 2027, instrumento que reflecte a política económica e financeira do Estado Angolano, que fixa o montante de receitas a arrecadar e define os limites de despesas a serem realizadas no mesmo período, que deverão rondar os 37,34 biliões de Kwanzas;

• Lei que autoriza o Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo, a legislar sobre matérias relacionadas ao exercício da actividade de transporte de passageiros em veículos automóveis a partir de plataforma digital. Na mesma ocasião, foi apreciado o respectivo Projecto de Decreto Legislativo Presidencial, diploma que visa estabelecer um regime que disciplina o acesso e o exercício da actividade, os títulos habilitantes, as garantias mínimas do condutor, a protecção do consumidor e de dados pessoais, a fiscalização e o regime sancionatório, bem como criar uma contribuição especial destinada exclusivamente ao financiamento das funções de regulação e supervisão do sector;

• Lei de Alteração da Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas, diploma que emerge da necessidade de assegurar o enquadramento correcto das empresas de acordo com a sua real dimensão económica, garantindo a equidade no acesso aos incentivos fiscais e institucionais, além de promover um ambiente de negócios mais estável e transparente.

O Conselho de Ministros apreciou, ainda, os seguintes projectos de diplomas:

• Decreto Presidencial que aprova a Eliminação do Certificado de Habitabilidade nos estabelecimentos que se dedicam à actividade económica, com vista a diminuir o número de intervenções administrativas e mitigar a carga burocrática sobre os operadores económicos, no quadro das medidas da Reforma do Estado enquadradas no Projecto Simplifica;

• Decreto Presidencial que cria o Conselho de Concertação Nacional de Actividade Privada de Segurança, órgão de natureza consultiva que tem como objectivo promover o diálogo institucional e a partilha de informações, que permitam a adopção de medidas eficientes de coordenação entre a Polícia Nacional, as empresas privadas de segurança e os sistemas de auto-protecção;

• Decreto Presidencial que aprova o Regulamento da Instalação e Uso do Tacógrafo no Exercício da Actividade de Transportes Rodoviários, com vista a reforçar o controlo dos tempos de condução e de repouso no transporte rodoviário de passageiros e de mercadorias, contribuindo para a redução da sinistralidade rodoviária, melhoria das condições de trabalho dos condutores e o reforço da disciplina e da transparência no sector.

Com a aprovação e a implementação desta iniciativa legislativa, o Executivo angolano pretende reduzir ao máximo os índices de acidentes de viação, uma vez que constitui a segunda maior causa de morte em Angola, provocando um impacto devastador que desestrutura famílias, destrói bens materiais e gera uma pressão elevada sobre o sistema de saúde e a economia nacional;

• Decreto Presidencial que aprova o Regulamento sobre o Procedimento de Homologação de Estudos do Ensino Superior, aplicáveis aos graus e títulos académicos atribuídos pelas Instituições de Ensino Superior Nacionais, garantindo que a inserção de quadros qualificados no mercado de trabalho seja respaldada por um sistema de certificação seguro, célere e confiável;

• Decreto Presidencial que cria a Escola Superior de Saúde de Malanje, na Província de Malanje, no âmbito da participação de entes privados na promoção da educação e do ensino, contribuindo para a formação de quadros de nível superior;

• Decreto Presidencial que aprova o Plano Nacional de Adaptação as Alterações Climáticas, instrumento que estabelece as prioridades nacionais de adaptação aos impactos das alterações climáticas, tais como secas, inundações, erosão, desertificação e outros eventos climáticos extremos, e adopção de medidas que permitam reduzir a vulnerabilidade do País e fortalecer a sua capacidade de adaptação as alterações climáticas;

• Decreto Presidencial que aprova a Atribuição à Concessionária Nacional dos direitos mineiros para o exercício da actividade de prospecção, pesquisa, avaliação, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos do Bloco 4/25 e autoriza a Celebração do Contrato de Serviços com Risco na respectiva Área de Concessão;

• Decreto Presidencial que altera o Estatuto Orgânico da Empresa Portuária de Pesca de Angola – PESCANGOLA – EP, com vista a adequá-lo ao regime jurídico do Sector Empresarial Público, reforçando, deste modo, a sua organização e funcionamento na gestão, exploração e modernização das infra-estruturas portuárias pesqueiras, bem como ajustar o seu objecto social aos objectivos do Programa de Exploração Sustentável dos Recursos Aquáticos, contribuindo para a diversificação económica sustentável e o reforço da segurança alimentar;

• Decreto Presidencial que aprova o Estatuto Orgânico do Instituto do Património Cultural, diploma que tem como objectivo adequar os seus serviços à actual realidade do sector, com a criação da Direcção Nacional dos Museus como órgão executivo do Ministério da Cultura e reforçar as suas competências na execução das políticas relativas ao património cultural, na fiscalização e protecção, assim como na realização do levantamento e inventário dos bens culturais;

• Decreto Presidencial que aprova o Plano de Implementação da Política Nacional para a Primeira Infância, instrumento que visa orientar a operacionalização da referida Política, especificando os actores, suas intervenções, meios e modos de actuação em prol das crianças, do nascimento aos cinco anos de idade;

O Plano integra diferentes dimensões que se relacionam com a vida da criança e reconhece os seus direitos como a base fundamental para a promoção do seu desenvolvimento integral, tendo como premissa promover a equidade e a igualdade de oportunidades no domínio da protecção integral, desenvolvimento, aprendizagem e cidadania para todas as crianças na faixa etária em referência.

Ainda nesta sessão, o Conselho de Ministros apreciou o Relatório de Execução do Orçamento Geral do Estado referente ao III Trimestre do ano 2026, documento que apresenta uma visão sobre a execução orçamental, financeira e patrimonial, no período em referência.

No âmbito da execução orçamental, o OGE 2026 apresenta uma estimativa de Receitas e Despesas de 33,24 biliões de Kwanzas, sendo que no III Trimestre de 2026 foram arrecadadas receitas no valor de 10,34 biliões e realizadas despesas no valor de 8,27 biliões.

O sector Social teve uma participação de 21% da despesa total, sendo o segundo sector com mais execução da despesa no período em análise, compreendendo os gastos com a Educação, Saúde, Protecção Social, Habitação e Serviços Comunitários, Cultura e Religião, bem como a Protecção Ambiental.

Finalmente, no quadro da política externa, o Conselho de Ministros apreciou os seguintes instrumentos jurídicos:

• Resolução que aprova, para Ratificação, o Tratado sobre a Transferência de Pessoas Condenadas entre a República de Angola e a República Socialista do Vietname;

• Resolução que aprova, para Ratificação, o Tratado de Assistência Judiciária Mútua em Matéria Penal, celebrado entre a República de Angola e a República Socialista do Vietname;

• Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Acordo entre o Governo da República de Angola e o Governo da República Federal da Nigéria, sobre a Isenção de Visto para Titulares de Passaportes Diplomáticos e Oficiais/de Serviço;

• Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Acordo de Cooperação no Domínio do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, celebrado entre o Governo da República de Angola e o Governo da República Francesa.

GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO SECRETARIADO DO CONSELHO DE MINISTROS, em Luanda, aos 27 de Outubro de 2026.

Fonte: GCII-SCM
Governo 26-10-2026
Bienal de Luanda encerra com compromisso de adoptar diplomacia da água como eixo da política externa

A 4ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência encerrou, hoje, com o compromisso de adoptar diplomacia da água como eixo prioritário para a agenda de segurança e política externa.
A recomendação foi consta no comunicado final do evento lido pelo secretário de Estado e porta-voz da Bienal, Nuno Caldas.

Segundo o documento, o encontro solicitou a elaboração de um roteiro de implementação de um portfólio do projeto emblemáticos sobre a água, a paz e a juventude.

Por outro lado, recomendaram o fortalecimento de um quadro institucional e financeiro para a Bienal incluindo a aliança de parceiros e a consolidação de um secretariado permanente com capacidades técnicas recursos adequados para garantir a continuidades das iniciativas.

Recomendaram, também, a promoção da integração formal das organizações de mulheres e das comunidades locais na governança hídrica desde a sua concessão, garantindo a equidade, a proteção dos direitos humanos e a valorização no conhecimento científico local.

Estimular a criação de mar regulatórios atrativos para captar investimento privados e dinamizar os mecanismos inovatórios de financiamento e cooperação internacional para a construção e manutenção das infraestruturas hídricas resilientes, elevar os investimentos nos centros de formação técnica e nas instituições do ensino superior no continente africano assegurando por isso mesmo, a captação contínua de especialistas em hidrografia, gestão de ativos e governança do clima.

Os participantes saudaram a liderança e empenho Presidente da República, João Lourenço, na promoção da paz e da reconciliação em África e reconheceram de boa forma o papel do governo angolano, da União Africana e da UNESCO na consolidação da Bienal de Luanda como plataforma continental de diálogo, cooperação e mobilização a favor da paz, da reconciliação de conflitos e o desenvolvimento do continente africano.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 23-10-2026
Discurso do Presidente da República

• Sua Excelência Félix Antoine Tshisekedi, Presidente da República Democrática do Congo;

• Excelências Chefes de Estado e de Governo,

• Excelência Senhor Presidente da Comissão da União Africana, aqui representado;

• Excelência Senhor Director-Geral da UNESCO,

• Distintos Representantes do Corpo Diplomático,

• Dignos Líderes Juvenis e Delegados Internacionais,

• Minhas Senhoras, Meus Senhores.

É com elevada honra que acolhemos Vossas Excelências em Luanda para realizarmos uma reflexão profunda nesta 4.ª Edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, à volta da temática deste evento e contribuirmos com a nossa visão sobre as preocupações ligadas ao “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.

Em face de tão ilustres convidados, gostaria de expressar a minha profunda satisfação por terem reagido de forma positiva ao convite para participar neste Fórum, o que ilustra o vosso interesse e a atenção que dispensam às questões que estão no centro das preocupações de África e que requerem de todos nós as soluções que se impõem para vencermos as debilidades, corrigir distorções e seguir em frente a caminho do desenvolvimento.

Precisamos de enfrentar e superar a insegurança, a instabilidade e outros constrangimentos que retardam e entravam a realização dos grandes objectivos do nosso continente, inscritos na Agenda 2063 da União Africana.

Tem-se vindo a realizar este encontro em Angola a cada dois anos desde 2019, durante o qual se abordam os problemas de África, mormente os que se referem à necessidade de se cultivar no seio das famílias, das comunidades e das sociedades de uma maneira geral, o espírito de tolerância, de concórdia e de entendimento, trazendo a esse debate jovens e mulheres, de quem sempre se espera posicionamentos inovadores que ajudam a moldar as estratégias conducentes à paz e à estabilidade em África.

O tema da conferência deste ano é bastante desafiante, pois coloca-nos a questão de procurarmos identificar formas e meios de lidar com recursos essenciais como a água, que tem uma ligação indissociável com a saúde das pessoas, com a vida e com o bem-estar das pessoas, com a produção agrícola, pecuária e industrial.

Excelências,

A Bienal de Luanda consolidou-se como uma plataforma multicultural, de intercâmbio geracional e também de intervenção da mulher em prol da paz e da arquitectura continental de solução e prevenção pacífica de conflitos.

Ao nível deste Fórum tem ficado demonstrado que é possível galvanizar vontades de Governos, de instituições políticas diversas, de associações cívicas, de mulheres e homens de cultura e ciência, de parceiros internacionais de que destaco a UNESCO, para agirmos em conjunto por via de iniciativas voltadas para a construção de uma nova mentalidade na relação entre governos e povos, tendente a antecipar crises, neutralizar tensões latentes e enraizar a cultura da não-violência no quotidiano das nossas sociedades.

As pessoas individualmente, as instituições de ensino de todos os níveis, os colectivos profissionais e outros entes devem assimilar a cultura de paz, de moderação e de concórdia na sua acção quotidiana, para poderem contribuir na prevenção, resolução de conflitos para se alcançar o “Silenciar das Armas em África”, um dos grandes objectivos plasmado na Agenda 2063 da União Africana.

É evidente que devemos nos debruçar sobre as causas que levam aos conflitos no nosso continente, estando entre elas o acesso à água e os benefícios que lhe estão associados.

O continente africano possui algumas das maiores bacias hidrográficas e aquíferos do planeta mas, ao mesmo tempo, uma enorme quantidade de cidadãos que o habitam enfrentam, no seu dia-a-dia, uma gritante escassez de água, o que requer políticas e estratégias para a sua solução urgente.

Angola está a executar um importante programa de combate aos efeitos da seca, desenvolvido pelo Governo, com alguns dos projectos desse programa já em funcionamento e outros em fase de construção, os quais estão a resolver o grave problema da seca que perdurou por décadas e décadas em vastas regiões do sul de Angola.

Transformámos zonas áridas, onde as populações olhavam para o futuro com medo e incertezas, em áreas férteis de produção agrícola e de criação de animais, abrindo oportunidades para a realização de investimentos em negócios que dependem da água para florescer.

Em paralelo, eliminámos factores de tensão e de conflito em torno da água, pois a busca por pastagens e por este bem precioso gera uma disputa permanente pela sobrevivência, fluxos migratórios forçados e desordenados que pressionam os centros urbanos e ultrapassam fronteiras soberanas.

Estamos a resolver este problema implementando o nosso Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, com a entrada em funcionamento do sistema de transferência de água do Cafu a partir do rio Cunene, o primeiro grande marco desta viragem histórica ocorrida em 2022, ao qual se agregam, desde o passado mês de Setembro, a entrada em funcionamento das barragens do Ndue e do Calucuve e os seus respectivos canais adutores, duas infra-estruturas vitais de retenção e adução de milhões de metros cúbicos de água naquela zona do nosso país.

Estas realizações demonstram, com muita clareza, que a gestão da água, sendo uma prioridade da governação em África, quando feita com a responsabilidade e o propósito de mitigar os problemas das populações que são afectadas pela escassez desse recurso, produz resultados que atendem as necessidades internas e podem ser estendidos aos países limítrofes, gerando benefícios económicos e sociais e a garantia da dignidade humana.

Sendo a água um bem essencial, a sua produção e distribuição com padrões de qualidade consta desde sempre nas prioridades nacionais e nos leva a fazer investimentos neste sector em todo o território nacional, em todas as capitais de província, sedes municipais e outros aglomerados populacionais.

Vamos inaugurar em Dezembro do corrente ano o sistema de água Quilonga Grande, que vai abastecer cinco milhões de cidadãos habitantes de Luanda e Icolo e Bengo, e em meados do próximo ano entrará em serviço outro sistema de água, o BITA, que vai abastecer 2.5 milhões de cidadãos habitantes também de Luanda e Icolo e Bengo, perfazendo um universo de 7.5 milhões de novos consumidores num espaço de pouco mais de seis meses.

Excelências,

Fiz menções muito concretas a Angola e às soluções que temos vindo a adoptar, por considerar que o nosso modelo, face à natureza e à semelhança dos problemas que o continente africano enfrenta no domínio da água, pode servir de referência e de inspiração para a busca de soluções para esse problema.

Devemos procurar agir ao abrigo do espírito da nossa organização continental, dos compromissos da declaração de Kampala sobre migração, ambiente e alterações climáticas e dos tratados regionais em vigor, no sentido de se colocarem em funcionamento os comités e as comissões de gestão transfronteiriça de bacias hidrográficas, como pilares da confiança mútua e da diplomacia preventiva.

É, por isso, imperioso que encaremos as tensões e os conflitos à volta da água em África numa perspectiva centrada na busca de soluções políticas e diplomáticas para estes problemas e, neste sentido, lanço um apelo a todos os Chefes de Estado, líderes comunitários, jovens e cidadãos de África, para que entrelacemos a vontade política e a capacidade técnica em prol de uma governação hídrica justa.

A partir deste grande evento, vamos construir ideias que podem contribuir de forma concreta para o Pacto Continental sobre a Governação da Água e a definição de um roteiro de acções que transforme de forma visível e duradoura a vida das nossas populações.

É fundamental considerar que a segurança hídrica e a segurança alimentar são duas faces da mesma moeda porque não há soberania alimentar sem segurança hídrica.

A Natureza às vezes impõe a sua força e gera alterações climáticas que provocam a seca e inundações, com um impacto severo sobre as condições de vida de regiões inteiras dos diferentes países africanos.

As questões que dizem respeito às alterações climáticas são essenciais na reflexão que devemos fazer de modo a adoptarmos medidas de carácter nacional, regional e continental que ajudem a mitigar os efeitos decorrentes dos fenómenos naturais cada vez mais frequentes no nosso planeta.

A nossa prática política de governação orienta-se pelo princípio da boa-vizinhança, factor que consideramos basilar para prevenir tensões e criar harmonia e um ambiente de paz, em que as comunidades fronteiriças e os países possam usufruir da água sem constrangimentos que lhe condicionem o acesso.

Nessa perspectiva, Angola, consciente da sua responsabilidade por ser detentora de vastos recursos hídricos, actua regendo-se pelo princípio do uso equitativo dos recursos hídricos e pelo respeito dos compromissos internacionais, com particular realce pelo Protocolo Revisto da SADC sobre os Cursos de Água Partilhados.

É necessário que a África se una para exigir a desburocratização dos fluxos financeiros internacionais e a canalização prioritária de ajudas não reembolsáveis e de um pacote de empréstimos concessionais justos para a adaptação climática.

Precisamos de capital para operacionalizar as nossas prioridades nacionais, consagradas nas estratégias estabelecidas em cada país do continente, para fazer face às alterações climáticas.

Excelências,

Nesta Bienal, terá lugar o diálogo inter-geracional que se tornou num espaço de interpelação mútua, onde a experiência e serenidade dos líderes mais velhos convergem com a energia transformadora e com a criatividade e audácia da juventude.

Saúdo, por isso, com particular entusiasmo, os doze jovens líderes representantes das cinco regiões de África, os activistas e os Embaixadores da juventude africana para a paz.

O tema escolhido para este momento - “Governação Inclusiva: Unir as Gerações para Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Alcançar os Objectivos da Agenda 2063” - traz ao de cima a possibilidade de podermos contar com o talento dos jovens africanos para fundar start-ups dedicadas às tecnologias de água e saneamento sustentável para liderar soluções de base comunitária, para agir na vanguarda da diplomacia preventiva e da mediação comunitária.

Desde aqui, presto também uma homenagem à mulher africana, que desempenha um papel central na maioria dos nossos lares e comunidades rurais, sendo a principal gestora do quotidiano da água, a guardiã dos ecossistemas e a coluna dorsal da acção comunitária.

A sua liderança tem de estar presente na mesa da tomada de decisões, no planeamento hídrico e nos mecanismos de prevenção de conflitos.

Mulheres e jovens unidos libertam a força vital para deter as tendências de confrontação e conflitos de natureza e causas diversas.

Excelências,

O tema central desta edição tem um sentido de oportunidade e de pertinência ainda maiores, por estar alinhado com o tema da União Africana para o ano de 2026 e projectar a concertação de ideias e convergência de acções que favorecerão a definição de um quadro da acção colectiva de África, a serem defendidas na Conferência Mundial da Água das Nações Unidas, a ter lugar em Dezembro próximo.

Com estas palavras, declaro aberta a 4.ª Edição do Fórum Pan-africano para uma Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda.

Muito Obrigado pela atenção dispensada!

Fonte: Cipra

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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